Fonte de inspiração! Conheça a ginasta Johanna Quaas, de 90 anos

Fonte de inspiração! Conheça a ginasta Johanna Quaas, de 90 anos

Fonte de inspiração! Conheça a ginasta Johanna Quaas, de 90 anos

Como fazer da terceira idade a melhor idade

Malhar, fazer faculdade, sair com os amigos, tudo isso deixou de fazer parte apenas da vida dos mais jovens! Foi-se o tempo em que a figura dos avós estava ligada ao sedentarismo, a assistir novelas ou dormir cedo. A terceira idade evoluiu e está determinada a cuidar da saúde. Segundo o IBGE, a expectativa de vida dos brasileiros subiu para 75 anos, e isso se deve a uma alimentação mais equilibrada e prática de esportes, entre outras coisas.

Para Eduardo Schlithler Bonini, fisioterapeuta especialista em gerontologia (área da medicina que estuda o processo de envelhecimento), duas práticas são importantes para o desenvolvimento pessoal e devem ser relevantes para os vovôs e vovós da terceira idade: as ABVDs (atividades básicas da vida diária), como tomar banho ou ir ao banheiro sozinho, e as AIVDs (atividades instrumentais da vida diária), mais ligadas às possibilidades de realizações de tarefas complexas ou profissionais.

No entanto, o cuidado com a mente e o corpo humano vai muito além dessas duas classificações. Em entrevista para o Especial Avós, Bonini respondeu sobre saúde, prevenção de doenças, bem-estar e deu 6 dicas especiais para manter o cérebro jovem na terceira idade. Acompanhe!

O que uma pessoa de meia idade deve fazer para se tornar um idoso saudável?

Vamos considerar que chegamos no auge da nossa curva de envelhecimento próximo aos 30 anos. A partir daí, temos uma queda constante desta curva (aproximadamente 1% de perda funcional ao ano), dependendo do caso. Fazer exercícios de forma orientada (com um profissional pós-graduado em gerontologia) auxilia nesta perda funcional e até gerar reservas para o futuro.

Como prevenir doenças na terceira idade?

Não só para a prevenção de doenças, mas também para garantir a saúde, precisamos prestar atenção aos sinais do nosso corpo. Lembrando que o idoso pode ter redução da sede, confusão mental e não apresentar febre “de cara” em inícios de doenças. Particularmente, acredito que a interação e o convívio frequente do fisioterapeuta com o idoso e cuidadores ajuda muito na identificação de alguma alteração no organismo. E podemos, desta forma, orientar a família a procurar o profissional mais adequado para tratamento.

A que sinais devemos estar atentos?

Alterações de comportamento, confusão mental aguda e hipo ou hiperatividade podem sugerir o início de alguma doença. Estes são apenas exemplos. Um fisioterapeuta pode fazer o diagnóstico funcional do paciente, relacionado às alterações do que o idoso consegue ou não fazer.

Como manter a disposição e bem-estar após os 60 anos?

A disposição está muito relacionada ao comportamento diário do idoso. Cada um gosta de um tipo de atividade diferente, tem um convívio familiar particular ou mesmo uma renda mensal maior ou menor. Não importa, o foco deve estar na motivação gerada para continuar saudável e vivendo bem.

Quais atividades físicas são indicadas para manter-se ativo na terceira idade?

A atividade deve ser selecionada a partir da reserva funcional da pessoa e de sua vontade de praticá-la. Fala-se muito sobre atividades de baixo impacto para controle da osteoporose ou mesmo atividade física “com pesos” para combater a sarcopenia (perda de força muscular). Não importa o tipo de atividade, deve estar muito bem orientada para cada processo de envelhecimento.

Como as ABVDs e AIVDs auxiliam na independência dos idosos?

As ABVDs e AIVDs (Atividades Básicas da Vida Diária e Atividades Instrumentais da Vida Diária) são indicadores da “qualidade de vida” do idoso. Os testes com elas servem principalmente para ajudar no diagnóstico das atividades funcionais do idoso. E também como parâmetros para acompanhamento terapêutico a evolução do paciente.

É verdade que são os neurônios que mantêm o cérebro jovem e ativo?

Essa pergunta é bem interessante e sua resposta é extremamente complexa. Podemos dizer que manter o cérebro treinado aumenta as chances de ter um envelhecimento mais saudável em todos os sentidos. Com a “plasticidade cerebral”, é possível criar novos caminhos em nosso cérebro.

Existe um caminho certo para a fonte da juventude?

Não sei responder a essa pergunta. Acredito que a juventude faz parte da vida, como o envelhecimento. Tenho pacientes muito satisfeitos da forma como envelheceram. É importante entender que seus hábitos, hoje, influenciarão sua saúde no futuro, e fazer boas escolhas todos os dias.

6 DICAS PARA MANTER O CÉREBRO JOVEM

1. Quem dança seus males espanta

Dançar estimula as áreas do cérebro ligadas à motricidade e libera endorfinas que dão as sensações de satisfação e prazer. Praticar a atividade de 3 a 4 vezes por semana ajuda a diminuir as chances de degeneração do cérebro em 75%! Então já sabe, né? Se jogue na pista!

2. Coloque a cabeça para trabalhar

Sabemos que a condição vascular ideal é extremamente importante para levar nutrientes ao cérebro, e uma falha vascular pode levar a consequências graves. Por isso não deixe seu cérebro parado. Por sua condição de gerar “novos caminhos”, ele pode ser aprimorado sempre!

3. Usar papel e caneta não é coisa do passado

A escrita está diretamente ligada à longevidade mental! Não apenas no computador, como acontece muito hoje. Escreva cartas para quem você ama, mantenha um diário, faça resumos dos livros que leu, enfim, não perca a prática de escrever à mão. Exercitar a caligrafia ajuda na manutenção da motricidade e estimula a memória!

4. Exercite o cérebro brincando

Vale quebra-cabeça, jogo da memória, cruzadinhas, bingo, jogos de tabuleiro… O que não faltam são opções para exercitar o cérebro! E isso é comprovado: jogos mentais ajudam a manter a atividade cerebral e beneficiam a geração de reserva cognitiva.

5. Cuide da casa e do cérebro ao mesmo tempo

Realizar tarefas caseiras mantém a higiene do ambiente, mas, muito mais do que isso, a prática realmente ajuda o cérebro a manter-se ativo! Esta rotina é altamente indicada para pessoas que podem vir a ter demências como a de Alzheimer. Fique atento: segundo estudos, o Mal de Alzheimer é duas vezes mais recorrente em pessoas que não fazem as tarefas de casa.

6. Interação é uma das chaves

Grupos de discussão, clubes do livro ou até mesmo reuniões e festas de família estimulam o convívio social e ajudam a manter o cérebro em forma!

 

Eduardo Schlithler Bonini é fisioterapeuta pós-graduado em geriatria e gerontologia pelo HC-FMUSP. CREFITO 3/104020-F

Manter o cérebro treinado aumenta as chances de um envelhecimento saudável

Dr. Eduardo Schlithler Bonini

6 maneiras de prevenir doenças e garantir a saúde na terceira idade

Fonte de inspiração! Conheça a ginasta Johanna Quaas, de 90 anos

Revista Cuidados Pela Vida [julho/2016]