Vacinas contra o coronavírus: conheça algumas curiosidades sobre a imunização

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Novas vacinas oferecidas em um curto espaço de tempo geram diversas dúvidas. Esses questionamentos são naturais e muito importantes. Por isso, separamos algumas curiosidades interessantes para que você fique por dentro da forma de funcionamento dos novos imunizantes.

  1. O que ainda não se sabe sobre a vacina do coronavírus?

Ainda não sabemos a segurança e eficácia das vacinas nos grupos de gestantes, puérperas e lactantes. No entanto, estudos em animais não demonstraram risco de malformações. Além disso, as vacinas ainda não foram avaliadas de forma completa em populações pediátricas. Não há previsão de liberação de aplicação das vacinas nesses grupos acima. Porém, existem, em alguns casos, recomendações da sociedade médica quanto às indicações de vacinas ao considerar-se gestantes e lactantes, especialmente àquelas que fazem parte de grupos de risco.

  1. Quem já tomou, qual o tempo de proteção?

As vacinas contra o coronavírus aplicadas no mundo todo ainda são de caráter emergencial. Para determinar a eficácia de duração dos imunizantes, será necessário acompanhar por um período maior os grupos vacinados.

  1. Quem teve coronavírus deve se vacinar?

Sim, porque ainda não há consenso científico sobre quanto tempo dura a resposta imunológica para quem já teve coronavírus.

  1. Já tomei a vacina, devo continuar usando máscara e álcool gel?

Sim, porque os estudos mostraram que a eficácia das vacinas foi comprovada duas semanas após a aplicação da segunda dose. Logo, a vacina leva cerca de 15 dias para que o organismo reconheça o vírus e comece a produzir anticorpos. Além disso, alguns estudos indicam que mesmo vacinados, os indivíduos podem carregar o vírus em suas vias aéreas, sem adoecer, mas com potencial de transmitir a doença para os susceptíveis.

  1. O que significa vacina de uso emergencial?

O uso emergencial é considerado um uso ainda experimental e, por isso, tem valor temporário até que a vacina receba o registro definitivo no país.

Este uso emergencial de vacinas foi regulamentado pela Anvisa em 10 de dezembro de 2020, por meio da resolução (RDC) 444. A norma definiu as regras para que as vacinas para Covid-19 possam ter o seu uso autorizado em caráter experimental, antes mesmo que todos os estudo e dados sejam finalizados.

  1. A vacina pode prevenir o contágio também nas novas mutações do vírus?

Ainda não se sabe se as novas variantes do coronavírus, que têm surgido ao redor do mundo, serão resistentes ou suscetíveis à imunização, bem como por quanto tempo dura a imunidade oferecida pelas vacinas.

  1. Existem casos de pessoas que tomaram a vacina e contraíram o coronavírus?

É necessário explicar que a vacina CoronaVac contém o vírus SARS-CoV-2 inativado ou partes dele e, por isso, não é capaz de causar a doença. Após a vacinação, é necessário um período de 15 dias para que o organismo reconheça o vírus e comece a produzir anticorpos. A contaminação, portanto, pode acontecer em diversos momentos após a vacinação, mas é importante salientar que não há relação direta com a vacina aplicada.

Essa vacina terá que ser tomada todo ano como a da gripe?

Provavelmente, sim, caso o vírus se torne endêmico ou sofra mutações frequentes, como é o caso do vírus da gripe e de outros vírus respiratórios (inclusive, outros coronavírus). O intervalo entre as imunizações também deverá depender do tempo de resposta imunológica do organismo (se duradouro ou não). Lembramos que a Covid-19 é uma doença nova, sobre a qual muitos estudos em diversos centros de pesquisas pelo mundo vêm sendo realizados em busca de respostas. A avaliação de como o sistema imune e as células de memória se comportam a partir de infecções pelo SARS-CoV-2 ainda é prematura. Porém, várias pesquisas em desenvolvimento se baseiam nos resultados encontrados a partir da epidemia de SARS, em 2002.

COLABORARAM NESTE CONTEÚDO: 
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