A Ciência à serviço da Vida

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A vida é o nosso bem mais precioso. No entanto, ela é frágil. Defende-la é uma necessidade, um direito, um valor e um dever de todo cidadão e do poder público. Essas são dimensões que integram a missão da Fiocruz, por exemplo, considerada uma das principais instituições de pesquisa em saúde pública do mundo.

Neste momento, todos os olhos estão voltados para a comunidade científica, que está empenhada em desenvolver um medicamento e/ou uma vacina que nos libertem deste cenário de calamidade. Se há progresso na História ele concentra-se sobretudo na evolução da ciência e nas suas decorrentes aplicações.

Os esforços dos profissionais de saúde, cientistas e governos para encontrar uma alternativa que ajude a mitigar ou eliminar o fator de periculosidade do vírus tem sido primordial e isso só acontecerá fruto de um trabalho de diversos pesquisadores que são pouco enaltecidos em país como o Brasil.

Acompanhe algumas das iniciativas de combate ao COVID-19 fruto do trabalho científico:

– Duas cientistas brasileiras tiveram papel essencial no sequenciamento do novo coronavírus, que teve primeiro caso na América Latina confirmado em 26 de fevereiro de 2020. Apenas dois dias após a verificação do primeiro paciente com a doença no Brasil, o estudo que elas conduziram ao lado de outros pesquisadores do Instituto Adolfo Lutz (IAL), da Universidade de Oxford e do Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo (IMT-USP) ajudará epidemiologistas, virologistas e especialistas em saúde pública a desenvolverem vacinas e testes diagnósticos.

– Pesquisadores do Laboratório de Imunologia do Instituto do Coração (Incor), da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) estão desenvolvendo uma vacina contra o novo vírus.  Os cientistas adotam uma estratégia diferente dos outros países e buscam acelerar o desenvolvimento e conseguir iniciar a testagem em animais, ainda nos próximos meses.

– Nossa capacidade de projetar novas vacinas é espetacular. Já existem mais de oito projetos contra o novo coronavírus. O que pode prolongar seu desenvolvimento são todos os testes necessários de toxicidade, efeitos colaterais, segurança, imunogenicidade e eficácia na proteção. É por isso que se fala em meses ou anos, mas alguns protótipos já estão em andamento.

– Há um projeto que reúne 50 países, dezenas de hospitais e centenas de pesquisadores para testarem quatro grupos de medicamentos que já são comercializados.

– Pesquisadores australianos identificaram quatro tipo de células do sistema imunológico que atuam na resposta a infecção pelo novo coronavírus. Segundo os especialistas, determinar quais células atuam no combate ao vírus poderá ajudar no desenvolvimento de uma vacina.

– Testes preliminares feitos com um pequeno grupo de pacientes na China sugerem que um medicamento desenvolvido para combater outras doenças virais também poderia ter efeitos positivos contra a atual pandemia de covid-19.

– Em pouco mais de um mês, 164 artigos já podem ser consultados no PubMed sobre covid-19 ou SARSCov2, além de muitos outros disponíveis nos bancos de artigos ainda não revisados (pré-impressões). São trabalhos preliminares sobre vacinas, tratamentos, epidemiologia, genética e filogenia, diagnóstico e aspectos clínicos.

Confie: Lave as mãos e fique em casa!

 

Referências Bibliográficas

www.bbcnews.com

http://www.ibict.br/sala-de-imprensa/noticias/item/2102-professor-da-usp-destaca-a-ciencia-brasileira-e-internacional-na-pesquisa-do-coronavirus

https://www.asm.org/Press-Releases/2020/COVID-19-Resources

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