Quais são os perigos e os cuidados de compartilhar uma piscina durante o verão?


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Com as altas temperaturas registradas durante o verão, a ideia de se refrescar na piscina já virou quase uma obrigação. É, afinal, uma excelente maneira de aproveitar o tempo livre e relaxar. Mas, é claro, é importante tomar algumas precauções, especialmente se a piscina for utilizada também por outras pessoas, em clubes ou parques aquáticos.

 

Diarreias e infecções são alguns dos riscos de compartilhar uma piscina

 

Além de utilizar o protetor solar para se proteger dos raios solares mesmo quando estiver mergulhando, é importante averiguar a qualidade da água da piscina. “Quando a água das piscinas não está bem cuidada, podem estar presentes microorganismos, como vírus, bactérias e fungos, além de produtos químicos que são capazes de produzir doenças que colocam em risco o nosso lazer”, alerta a infectologista Raquel Guimarães.

De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, os vírus e as bactérias que provocam diarreia são a principal fonte de contágio nas piscinas. “Quem teve diarreia nas últimas duas semanas pode contaminar a água da piscina e transmitir a outras pessoas, já que os germes conseguem sobreviver vários dias antes de serem eliminados pelo cloro”, explica a profissional. Para a transmissão ocorrer, basta ingerir uma pequena quantidade de água.

Os perigos não param por aí. Infecções no intestino, na pele e no ouvido, como giardíase, molusco contagioso e otite externa, respectivamente, também são transmitidas por organismos encontrados na água. Outro risco é a dermatite, uma inflamação da raiz dos pelos, causada por bactérias encontradas no tórax e nas axilas.

 

Água de clubes deve ser monitorada constantemente

 

Segundo a infectologista, existem parâmetros microbiológicos e físico-químicos mínimos que devem ser avaliados no caso das piscinas de utilização coletiva, como as de empreendimentos turísticos, hidroterapia e com fins terapêuticos. A temperatura, a quantidade de cloro e o pH da água devem ser monitorados. “Para acesso a piscinas coletivas, a pele dos frequentadores deve ser avaliada por um médico”, recomenda a profissional.

 

Dra. Maria Raquel dos Anjos Silva Guimarães é infectologista e consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia. CRM-AL: 1672

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