Devo mudar minha alimentação ao descobrir que sou intolerante à lactose?

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Cerca de 60% da população brasileira é intolerante à lactose*, segundo a Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG). Trata-se de uma condição em que o corpo não produz a enzima lactase ou até produz, mas em quantidades insuficientes. Essa enzima é responsável pela decomposição da lactose, açúcar encontrado no leite e em produtos derivados. 

Ao consumir alimentos com lactose, uma pessoa intolerante pode apresentar uma série de sintomas, como diarreia, gases, distensão e dores abdominais. Para evitar que isso aconteça, o primeiro passo a ser tomado é procurar um médico para o diagnóstico e entender quais são as medidas mais importantes para o manejo da condição. 

Intolerante à lactose precisa diminuir consumo de leites e derivados ?


Uma das etapas do manejo é prestar mais atenção aos alimentos consumidos. Há importante variabilidade interindividual entre as pessoas com intolerância à lactose, o que significa que algumas toleram mais ou menos quantidades de lactose presente nos alimentos.

Segundo a gastroenterologista Carmen Pérez de Freitas, não é recomendado que pessoas intolerantes parem de ingerir leite e derivados: “A quantidade de alimentos à base de leite que pode ser ingerida depende do grau de intolerância que a pessoa apresenta e do tipo de alimento, uma vez que certos alimentos contêm menos lactose do que outros, caso do iogurte e do queijo”. 

De modo geral, as pessoas intolerantes à lactose em um grau menor não precisam deixar de consumir leites, iogurtes e queijos. Para elas, a diminuição pode ser suficiente. Uma forma de descobrir a quantidade de lactose que o corpo tolera é começar com uma dieta mais restrita e aumentar a ingestão desses alimentos pouco a pouco, observando se o consumo causou algum sintoma. O ideal é fazer este acompanhamento com um médico, para que ele auxilie no diagnóstico de tolerabilidade.

Suplementação de lactase pode ajudar pessoas intolerantes


Como alternativas, podem ser citadas a substituição por alimentos sem lactose e a suplementação da enzima lactase. “Hoje, temos a lactase disponível em farmácias, em cápsulas, comprimidos mastigáveis ou pó”, afirma o gastroenterologista Stéfano Gonçalves. A ideia é, ao consumir algo com lactose, seja um doce numa festa de aniversário, um sorvete ou uma pizza, tomar a lactase antes da refeição. 

Vale lembrar que qualquer mudança na alimentação deve ser feita com o auxílio de um nutricionista ou médico. Esta recomendação vale especialmente para pessoas com osteoporose. Esta doença é marcada pela redução considerável dos níveis de cálcio em pessoas acima dos 40 ou 50 anos de idade, o que provoca enfraquecimento dos ossos e torna-os mais suscetíveis a fraturas. Nestes casos, é imprescindível conversar com um nutricionista e com o médico responsável pelo tratamento da osteoporose antes de mudar a alimentação. 

*A lactase auxilia a digestão da lactose.

 

Dados da Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG): http://fbg.org.br/Publicacoes/noticia/detalhe/1262

COLABORARAM NESTE CONTEÚDO: 
Dr. Stéfano Gonçalves Jorge

Dr. Stéfano Gonçalves Jorge

Gastroenterologia

CRM: 88173 / SP

Dra. Carmen Pérez De Freitas

Dra. Carmen Pérez De Freitas

Gastroenterologia

CRM: 19122 / RS

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