A enterobíase pode passar de uma pessoa para outra?

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A enterobíase, também conhecida como enterobiose ou oxiurose, é uma parasitose intestinal causada por um verme que mede cerca de 1 centímetro chamado de Enterobius vermicularis. Uma de suas características que mais chama atenção é a sua forma de contágio: existe transmissão de uma pessoa para outra. 

Entenda como funciona a transmissão da enterobíase


Como o termo parasitose intestinal já indica, o verme causador da enterobíase se aloja no intestino. Lá também ocorre sua reprodução. “Após o acasalamento dos vermes no intestino, o macho morre e é eliminado pelas fezes. A fêmea grávida permanece no intestino e, durante a noite, se move em direção ao ânus, onde deposita seus ovos”, afirma a infectologista Ana Helena Figueiredo. 

Ao serem depositados, os ovos se tornam infectantes depois de algumas horas. “Eles sobrevivem até duas ou três semanas em roupas, lençóis, cobertores, objetos e outras superfícies. A contaminação acontece quando esses ovos são ingeridos por indivíduos que encostam nessas superfícies contaminadas ou até pela mesma pessoa, causando reinfecção”, explica a médica. 

Quais são os principais sintomas da oxiurose?


Como a movimentação feita pelo verme do intestino em direção ao ânus é acontece durante a noite, os sintomas também aparecem com maior frequência à noite. A coceira anal é o sintoma mais comum da enterobíase e, de acordo com a especialista, pode até mesmo levar a distúrbios do sono em pessoas infectadas. Dor abdominal, enjoos e vômitos também podem ocorrer. 

É possível se prevenir da enterobíase?


Para prevenir essa parasitose intestinal, segundo Dra. Ana Helena, o primeiro passo é fazer o diagnóstico correto e o
tratamento adequado de todos os infectados. Por isso, é fundamental procurar ajuda médica ao notar os sintomas. Além disso, é importante tratar todos os familiares e pessoas que entraram em contato com um indivíduo infectado. Para prevenir infecções recorrentes deve-se:

 – Lavar as roupas pessoais e roupas de cama em água quente durante o tratamento;
– tomar banho ao acordar, para prevenir a contaminação de roupas e objetos com os ovos infectantes;
sempre lavar as mãos após ir ao banheiro;
– trocar roupas íntimas e vestimentas diariamente;
– trocar roupas de cama frequentemente;
– manter as unhas curtas e não roê-las;
– evitar coçar a região anal.

 

Foto: Shutterstock

COLABORARAM NESTE CONTEÚDO: 
Dra. Ana Helena Figueiredo

Dra. Ana Helena Figueiredo

Infectologia

CRM: 157422 / SP

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parasitoses

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