Não deixe a dengue te pegar: fique atento à sua atitude!

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Você já deve ter ouvido que a dengue é uma doença febril aguda, de origem viral, transmitida pelo Aedes aegypti, principal mosquito vetor. Ela pode se manifestar desde uma evolução benigna na forma clássica até uma evolução grave, quando se apresenta na maneira hemorrágica ou com complicações.

Sabe-se que o Aedes aegypti é originário do Egito e vem se espalhando pelas regiões tropicais e subtropicais do planeta desde o século 16, período das grandes navegações. Segundo dados, a primeira ocorrência do vírus no Brasil, documentada clínica e laboratorialmente, aconteceu em 1981, em Roraima. Anos depois, em 1986, houve epidemias no Rio de Janeiro e em algumas capitais do Nordeste. Desde então, a dengue vem ocorrendo no Brasil de forma continuada.

O que, talvez, você não saiba é que de acordo com o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, observou-se que em 2020, a curva dos casos prováveis de dengue ultrapassa o número de casos do mesmo período dos anos de 2015 e 2019. Ou seja, começamos este ano com maior incidência de casos notificados de dengue em relação aos anos citados. Portanto, a dengue ainda constitui um problema grande de saúde pública em território brasileiro, visto que as condições do meio favorecem o desenvolvimento e a proliferação do vetor.

Dessa forma, e neste momento em que todas as atenções estão voltadas para o novo coronavírus (COVID-19), é necessário redobrarmos a atenção e evitar ao máximo o descuido que nos leva ao risco de contaminação.

Os sintomas se manifestam a partir do terceiro dia depois da picada do mosquito. Os principais são:

– Febre alta > 38,5ºC;
– dores musculares intensas;
– dor ao movimentar os olhos;
– mal-estar;
– falta de apetite;
– dor de cabeça;
– manchas vermelhas no corpo.

Normalmente, a primeira manifestação da dengue clássica é a febre alta (39°C a 40°C), de início abrupto, que geralmente dura de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, além de prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele. Perda de peso, náuseas e vômitos são comuns e, em alguns casos, também surgem manchas vermelhas na pele.

Já no modo hemorrágico de manifestação da doença, mais grave, os sintomas são semelhantes ao mencionados acima, porém evoluem rapidamente e envolvem ainda sangramentos, palidez, sudorese, dificuldade de respirar e comprometimento de alguns órgãos.

Entretanto, não é motivo para o pânico: quase todos os óbitos por dengue são evitáveis e dependem, na maioria das vezes, de um diagnóstico rápido e de uma boa qualidade assistencial.

Não existe tratamento específico para dengue, apenas tratamentos que aliviam os sintomas. A recomendação é que haja uma ingesta alta de líquidos, como água, sucos, chás e soros caseiros.

– ATENÇÃO:

As medicações que têm ácido acetilsalicílico na composição devem ser evitadas, pois podem aumentar o risco de hemorragias. Por isso, sempre busque auxílio profissional e não se automedique!

Medidas simples para afastar o mosquito

 

Gostaríamos de fazer um alerta para que vocês não coloquem os cuidados com a dengue em segundo plano. Para evitar a proliferação do mosquito Aedes Aegypti, basta realizar medidas simples: não deixe água acumulada em vasos de plantas, pneus, garrafas plásticas e, até mesmo, em recipientes pequenos como tampas de garrafas. Piscinas sem uso também requerem manutenção. Leia as dicas abaixo:

– Mantenha a caixa d’água fechada;
– mantenha tampados tonéis e barris d’água;
– lave semanalmente com escova e sabão os tanques utilizados para armazenar água;
– encha os pratos das plantas com areia até a borda;
– coloque no lixo todo objeto não utilizado e que possa acumular água;
– coloque o lixo em sacos plásticos e mantenha a lixeira bem fechada;
– mantenha as calhas limpas;
– não deixe água acumulada sobre a laje.

Dengue versus COVID-19

 

Com o acometimento de COVID-19 e da dengue, os sintomas característicos de cada doença podem confundir a população geral. Sabe-se que enquanto o coronavírus ocasiona maior impacto respiratório, semelhante a resfriados, com secreção nasal, coriza e dor de garganta, a dengue causa dores pelo corpo e pode provocar lesões na pele também. Entretanto, localizamos uma forma mais didática de você, nosso leitor, visualizar as manifestações de cada uma.

Novo coronavírus (sintomas de leves a severos):
– Febre: comum;
– dor de cabeça: às vezes;
– cansaço: às vezes;
– manchas vermelhas: não;
– dor de garganta: às vezes;
– tosse: comum (geralmente seca);
– dores no corpo: às vezes;
– falta de ar: às vezes.

Dengue (início repentino dos sintomas):
– Febre: comum;
– dor de cabeça: comum;
– cansaço: comum;
– manchas vermelhas: geralmente;
– dor de garganta: não;
– tosse: não;
– dores no corpo: comum;
– falta de ar: mais raro.

 

Referências Bibliográficas

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Dengue : diagnóstico e manejo clínico : adulto e criança. – 5. ed. – Brasília: Ministério da Saúde, 2016.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis (DEIDT/SVS). Monitoramento dos casos de arboviroses urbanas transmitidas pelo Aedes Aegypti (dengue, chikungunya e zika). Boletim Epidemiológico. Volume 51. Nº 17. Abr. 2020.

Brasil. Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde. Dengue: aspectos epidemiológicos, diagnóstico e tratamento / Ministério da Saúde, Fundação Nacional de Saúde. – Brasília: Fundação Nacional de Saúde, 2002. 20p.: il. – (Série A. Normas e Manuais Técnicos, nº 176)

http://www.ioc.fiocruz.br/dengue/

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Sofia Martins P. Antunes

Sofia Martins P. Antunes

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