Chocolate: quais os benefícios e riscos associados ao seu consumo?


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A Páscoa já passou, mas você ainda não parou de comer chocolate, não é?
Todos os anos quantidades exorbitantes de ovos, barras, bombons e todas as formas possíveis do doce se espalham pelas lojas. Como de costume no Brasil, o feriado é comemorado com a família, e é difícil ver alguém que resiste à tentação do chocolate. Mas quais os possíveis riscos do consumo excessivo dessa delícia? E quais os benefícios? O nutricionista Henrique dos Santos Lima tira suas dúvidas e ainda comenta sobre a melhor versão do alimento, do ponto de vista da saúde – ao leite, branca ou amarga – e indica a quantidade de ingestão diária.
Atenção à escolha do chocolate!

Segundo Henrique, apesar do chocolate ao leite ser o que melhor se adequa ao paladar dos brasileiros, a versão amarga – com 70% de cacau – é a que traz mais benefícios à saúde. Por isso, se a ideia for consumir o doce todos os dias, o especialista recomenda que ele tenha uma maior concentração de cacau. “A versão ao leite e branca apresentam um alto teor de gordura saturada, o que gera riscos ao coração”, afirma.

  • Conheça 5 dos principais benefícios do consumo de chocolate

Henrique afirma que consumir chocolate – na versão amarga! –  traz mais benefícios do que riscos à saúde. Confira alguns:

1) Sensação de bem-estar: a ingestão do doce tem ação direta no cérebro, liberando endorfina e dopamina, neurotransmissores que conferem relaxamento e deixam o usuário mais feliz, podendo ainda reduzir alguns dos sintomas da TPM nas mulheres.

2) Controle de hipertensão na gravidez: segundo estudo da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, gestantes que consomem pequenas doses de chocolate ao menos cinco vezes por semana têm 40% menos chance de desenvolver a pré-eclâmpsia. Isso se dá devido ao composto teobromina, encontrado principalmente na versão amarga do alimento.

3) Aumento a energia: devido a alta concentração de flavonóides e cafeína, o doce deixa o indivíduo mais ativo, concentrado e disposto.

4) Controle de diabetes e auxílio na perda de peso: ingerido na quantidade ideal, o chocolate inibe o apetite, o que auxilia na diminuição do peso. Além disso, a versão amarga diminui a resistência insulínica, controlando a diabetes.

5) Combate o envelhecimento da pele: rico em antioxidantes, como vitaminas A, E e do complexo B, o alimento ajuda a neutralizar a ação dos radicais livres, combatendo o envelhecimento da pele.

Consumir chocolate em excesso pode trazer riscos à saúde

Como tudo na vida, o excesso não faz bem. Por isso, Henrique alerta para o consumo desenfreado do doce – principalmente na versão ao leite, algo muito comum nesta época do ano -, e aponta alguns riscos à saúde. Confira:

–  Estimula o pico de insulina no sangue: devido ao alto índice glicêmico do doce, principalmente na versão ao leite ou branco, a glicose chega rapidamente ao sangue, levando açúcar para dentro das células. Nesses casos, eleva-se o risco de diabetes e doenças cutâneas, como a acne e alergias.

–  Dores no corpo: devido às substâncias vasodilatadoras e o alto teor de gordura encontrados no doce, pessoas mais sensíveis podem apresentar quadros de enxaquecas, diarreia, azia, insônia e agitação. Em casos mais graves, os efeitos colaterais podem ser de doenças no fígado e até mesmo a formação de cálculos renais.

Indicação de consumo diário

O nutricionista explica que o consumo do doce deve ser de, no máximo, 30g por dia. “Sempre opte pela versão amarga”, reitera, destacando que, se você exagerar no consumo do doce, o exercício físico é a melhor saída para evitar os quilinhos a mais. “Comeu demais, mexa-se mais! Para gastar o equivalente a uma barra de chocolate (170g), recomenda-se uma caminhada em ritmo acelerado de 2 horas”, completa.

Dr. Henrique dos Santos Lima é nutricionista no Rio de Janeiro. CRN 5/6876

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