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    Hipertensão na gravidez: quais os tratamentos adequados durante a gestação?

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    Durante a gravidez, as mulheres devem ficar atentas aos números da pressão arterial, já que a hipertensão é um problema que pode se tornar um sério empecilho durante este período tão especial para as futuras mães. O acompanhamento médico ao longo dos nove meses é fundamental, mesmo para quem estiver com níveis adequados.

    A hipertensão é uma das principais complicação que atingem a mulher durante a gestação e até mesmo quem nunca teve problemas com isso pode passar a ter. “A hipertensão gestacional é uma forma de hipertensão que surge após a 20ª semana de gravidez em mulheres previamente sadias. Desaparece, na maioria dos casos, em até uma ou duas semanas após o parto, mas pode afetar a saúde do bebê”, explica o cardiologista Abel Magalhães.

    Todo cuidado é pouco

    A hipertensão gestacional atinge de 5 a 10% das mulheres grávidas e pode causar duas condições perigosas: a pré-eclampsia e a eclâmpsia. A primeira forma provoca a eliminação de proteína por meio da urina e um dos seus sinais é o aumento da pressão arterial, que reduz o fluxo sanguíneo para a placenta. É comum sentir também dores de cabeça e no abdome. Se o caso não for tratado, o quadro evolui para a eclâmpsia, capaz de causar convulsões, levar ao coma ou à morte. Há ainda um risco considerável de se perder o bebê.

    O tratamento para o problema deve começar pelo controle sobre a alimentação, balanceada e rica em ácida fólico, que ajuda a dilatar os vasos sanguíneos. O sal deve ser evitado, assim como para todos os pacientes com níveis altos de pressão. Entre outras medidas importantes estão a redução do peso, prática de atividades físicas apropriadas para a gravidez, além, é claro, da interrupção de hábitos como o tabagismo e a ingestão de bebidas alcóolicas.

    Mudanças na medicação

    Grávidas com pressão alta podem utilizar medicamentos que atuam contra a pressão alta, mas é comum que os remédios sejam substituídos para substâncias mais apropriadas para o período de gravidez. “Existem diversos medicamentos anti-hipertensivos com risco aumentado de complicações para o feto. Por isso, quando necessário, recomenda-se o uso de alguns mais seguros, como a alfa-metildopa, a hidralazina ou a nifedipina”, conclui o cardiologista.

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