Varizes: Principais causas, riscos e como funciona o tratamento para o problema


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As varizes são veias localizadas logo abaixo da pele e que se tornam tortas e dilatadas devido ao acúmulo de sangue e surgem principalmente nas pernas e nos pés. O problema deve ser tratado não apenas pela questão estética, já que fica visível na pele, mas pelos riscos à saúde e pelo desconforto sentido pelos pacientes.

 

Sintomas das varizes


As varizes trazem uma série de sintomas, alguns deles visíveis, outros não. O principal sinal é a presença de veias inchadas, aparentes pela pele, geralmente nas pernas, que podem se tornar ainda mais inchadas e propensas a rupturas se a doença não for controlada.


Outros sintomas são: ardência, dores, câimbras, dormência, sensação de peso e inchaço nas pernas, especialmente ao fim do dia. Alguns pacientes sentem dores mais intensas e sofrem mudanças na tonalidade da pele.

Em casos mais graves, a pele pode se tornar seca e com um aspecto esticado, um processo conhecido como dermatite de estase. “Esta dermatite se caracteriza por um espessamento da pele associada à escamação, erosão e perda de líquidos pelos poros. Nesta fase, a pele se torna vulnerável, facilitando a invasão da mesma por bactérias e o desenvolvimento de infecções, como erisipela e celulite”, explica o angiologista Breno Caiafa. Caso perceba estes sintomas, procure um médico imediatamente, que pode apontar o melhor caminho para o tratamento.

 

Genética influencia no desenvolvimento de varizes

 


Existem várias causas para o surgimento das varizes, mas as principais são apontadas pelo presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular do Rio de Janeiro, Carlos Peixoto: vida sedentária, história familiar, uso de hormônios, sobrepeso, multiparidade e trabalhar muitas horas com as pernas para baixo.

É possível perceber também uma piora no quadro de varizes durante os meses mais quentes do ano, devido à dilatação das veias causada pela exposição ao calor. Além disso, fatores hormonais tornam as mulheres mais propensas ao desenvolvimento das varizes do que os homens e os sintomas podem ser intensos em gestantes e durante o período menstrual.

O uso de roupas apertadas, apesar de ser muitas vezes indicado como um dos fatores de risco para o desenvolvimento da doença, não é tão relevante. “A roupa teria que ser muito apertada e usada continuamente para influenciar de alguma maneira no desenvolvimento da doença”, afirma o angiologista Jayme Ramos. “E mesmo assim estaríamos falando de roupas com efeito semelhante às de antigamente, como aquelas cintas abdominais. Se estamos falando de calças e afins, então a resposta é que não contribuem para o aparecimento de doença varicosa”.

 

Sem tratamento, varizes podem gerar complicações

 


As varizes oferecem riscos à saúde e, quando não são tratadas, podem dar origem a outros problemas, como explica Carlos Peixoto: “As principais complicações e que apresentam maior risco são as flebites, as tromboses, as manchas nas pernas e as feridas (úlceras)”.

A tromboflebite superficial, também chamada de trombose venosa superficial, é uma condição caracterizada pela presença de um trombo coágulo em uma veia superficial, acompanhada pela ação inflamatória da parede da veia e dos tecidos adjacentes.

As veias varicosas apresentam alterações morfológicas em suas paredes que predispõem à formação de coágulos. Além disso, as flebites podem piorar o quadro de varizes porque se apresentam de forma aguda e dolorosa. O mais indicado nesses casos é a retirada do segmento afetado por meio de um procedimento cirúrgico.

 

Tratamento para varizes envolve medicamentos e mudança de hábitos

 


De acordo com Peixoto, existem dois tipos de tratamento para as varizes, o clínico e o invasivo: “No clínico, utilizamos medicamentos e compressão elástica e, no invasivo, escleroterapia, laser, endolaser, espuma densa, radiofrequência, microcirurgia e cirurgia radical com a retirada da veia safena”.

Os casos menos graves, com varizes superficiais, podem ser combatidos apenas com o tratamento clínico e hábitos que podem ser adotados no dia a dia, como a prática de exercícios físicos, perda de peso, evitar permanecer sentado ou de pé por muito tempo e evitar o uso de roupas muito apertadas. Já os casos mais graves, com varizes profundas, poderão necessitar de medidas invasivas, que serão determinadas por um especialista.

 

 

Dr. Carlos Peixoto é angiologista e presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular do Rio de Janeiro. CRM-RJ: 52-30863-5

Dr. Jayme Ramos é angiologista e cirurgião vascular e atende em seu consultório no Rio de Janeiro. CRM: 52663859

Dr. Breno Caiafa é angiologista, cirurgião vascular e membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular do Rio de Janeiro (SBACV-RJ). CRM 565568-RJ

 

Foto: Shutterstock

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