Como os pais podem auxiliar no tratamento de filhos com TOC?


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Você é daqueles que têm mania de lavar a mão constantemente, conferir se a porta está trancada várias vezes antes de sair ou não passar por certos lugares na rua? Muitas vezes esse tipo de comportamento é apenas uma mania ou hábito, mas para quem tem TOC, ele se manifesta como uma compulsão incontrolável, gerando muita ansiedade e estresse. Segundo a psicóloga Vânia Calazans, o transtorno obsessivo-compulsivo é caracterizado por comportamentos ou pensamentos obsessivos/compulsivos que acometem o paciente de forma recorrente. O problema pode afetar, inclusive, crianças. Como ajudar os filhos em uma situação como essa?

Entendendo o TOC

Vânia explica que para ser considerado TOC é necessário que as atitudes sejam intensas a ponto de consumirem muito tempo, chegando a prejudicar as atividades cotidianas e ocasionando, inclusive, sério sofrimento e prejuízos emocionais. “As ideias ou imagens obsessivas ocorrem repetidas vezes independentemente da vontade do paciente. Quem experimenta essa situação sabe que essas ideias não tem sentido, mas, apesar disso, não consegue evitar os pensamentos”.

Em crianças, o diagnóstico é geralmente mais difícil, pois muitas vezes a criança não consegue contar ou descrever o que sente, ou seja, explicar seus sintomas. “Os pais têm dificuldade em identificar o que é um comportamento normal do que é claramente excessivo, já que naturalmente as crianças têm as suas manias”, diz.

Fique de olho no comportamento

Para auxiliar os pais que ao menos desconfiem de um quadro de TOC em seus filhos, alguns sintomas podem ser observados. “São comuns obsessões relacionadas à simetria/exatidão; compulsões semelhantes a tiques, como tocar, cutucar, raspar; comportamentos repetitivos; piscar os olhos; e contagens”, lista a profissional. As manifestações do TOC em crianças são muito semelhantes às que ocorrem em adultos. Segundo as pesquisas, é mais frequente em meninos e está associada a outros distúrbios, como síndrome de Tourette, TDAH e transtornos afetivos. “Os pais devem ficar atentos quando esses comportamentos começam a interferir na qualidade de vida da criança e dificultam a convivência familiar”.

Como a família pode ajudar?

De acordo com Vânia, a família deve ser psicoeducada a respeito da doença e seus sintomas para que possa compreender e empatizar com o sofrimento da criança além de motivá-la para o tratamento. “É um momento para esclarecer as dúvidas, conhecer as alternativas de tratamentos e as possibilidades de remissão dos sintomas”, explica.

A família é orientada sobre como lidar de forma mais assertiva com os sintomas manifestados pela criança, com o objetivo de diminuir os sentimentos de culpa, os níveis de irritação e não aceitação, o envolvimento emocional excessivo, as críticas, entre outras questões. “Essa orientação, quando colocada em prática pela família, está associada a um resultado positivo no tratamento’, finaliza.

 

Dra. Vânia Calazans é psicóloga. CRP 06/29554

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