Doença silenciosa: Um cardiologista explica a importância de manter o tratamento para hipertensão mesmo na ausência dos sintomas


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A hipertensão é conhecida por ser uma doença silenciosa e, por isso, pode ser descoberta de forma tardia. Justamente por não ter nenhum sintoma aparente, uma vez feito o diagnóstico, o cardiologista Benjamin Segal, do Rio de Janeiro, ressalta a importância do tratamento contínuo para manter a pressão arterial sempre controlada. “Diferentemente de um câncer de pele, em que conseguimos ver a mancha na pele pequena e depois aumentando, as alterações no nosso organismo decorrentes da hipertensão afetam os órgãos e sistemas essenciais de forma paulatina, que não geram dor ou chamam atenção”, explica o especialista. “Com isso, o tratamento precoce e sua manutenção promovem uma reversão dessas alterações, que atingem principalmente o coração, rins, olhos, vasos sanguíneos e o cérebro”.

O que pode acontecer se o paciente interromper o uso do medicamento por conta própria?

Segundo o cardiologista, a interrupção do tratamento faz com que todos os mecanismos prejudiciais do aumento da pressão nos órgãos e sistemas do nosso organismo voltem a se manifestar, gerando até consequências piores. “Quando iniciamos o tratamento, nós impedimos que o corpo sofra mudanças maléficas em sua estrutura para conter o aumento gradual da hipertensão, contudo, algumas dessas alterações são para a defesa dessa condição”, explica Segal, alertando que um súbito aumento da pressão arterial pode ter consequências mais drásticas, como um derrame ou infarto.

Quando voltar ao cardiologista para saber se o tratamento está dando resultado?

O retorno ao cardiologista vai depender de cada paciente, suas necessidades e seu histórico médico: “Quando se institui um novo tratamento ou uma mudança em um tratamento vigente, é recomendado que, em geral, num prazo de duas semanas e, depois, em um mês, tenhamos um feedback dos pacientes.”, esclarece Segal.

O médico ainda reforça que o tratamento nunca é único e uma série de mudanças ajudam a corrigir as condições que resultaram em hipertensão, destacando a alimentação saudável e a prática de atividades físicas direcionadas.

A hipertensão arterial pode ter cura em casos específicos

As causas da hipertensão são, em 85% dos casos, não determinadas e multifatoriais, incluindo o perfil genético do indivíduo (seu histórico familiar). O médico pontua que os outros 15% são causas secundárias, decorrentes de outras condições, como fatores ambientais, doenças e alimentação. “Uma vez corrigidos, podemos, sim, ter uma cura da doença. Mas gosto de dizer que o medicamento está aqui apenas para fazer algo que não conseguimos fazer sozinhos. Devemos modificar nossos hábitos de vida, costumes e alimentação para termos uma vida mais saudável”, finaliza.

 

Dr. Benjamin Segal é cardiologista e atende em seu consultório, no Rio de Janeiro. CFM/CRM: 52-80252-2 – RJ. Para mais informações, confira no site: http://www.benjaminsegal.com.br/

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