Com que frequência devemos medir as taxas de colesterol?


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A frequência para avaliação das taxas de colesterol costuma variar, pois o exame é feito em diferentes situações, com finalidades específicas. Ele pode ser realizado apenas com intuito preventivo, mas também pode ser recomendado em casos mais graves, em que há riscos reais envolvidos ao quadro cardiovascular do paciente.  

 

Situações em que se deve medir as taxas de colesterol

 


“Se for um exame preventivo e o nível dosado estiver dentro do normal, o controle pode ser feito a cada dois anos. Em indivíduos que possuem fatores de risco pessoal ou familiar para o desenvolvimento de dislipidemia, deve ser feito a cada seis meses a um ano. E mais rigorosamente, nos casos de controle terapêutico, entre três a seis meses”, aponta a cardiologista Bruna Baptistini.

Segundo a médica, os pacientes que precisam medir essas taxas com mais frequência são aqueles com história de hipercolesterolemia familiar (doença genética); doenças estabelecidas (hepatopatia crônica, diabetes mellitus, desordens endocrinológicas, doenças renais); e que possuem um estilo de vida inadequado (etilismo, tabagismo, obesidade, anorexia, sedentarismo e ingestão excessiva de gorduras trans saturadas).

 

Cuidados necessários para controlar o colesterol

 


Portanto, para conseguir manter um bom controle do colesterol, é necessário ter alguns cuidados nos hábitos do dia a dia. Hábitos alimentares saudáveis, prática de atividade física regular e mudança comportamental são os três pilares básicos nesse sentido. “O controle do peso, redução da ingestão de bebidas alcoólicas e cessação do tabagismo são as medidas comportamentais que têm maior impacto na redução da mortalidade cardiovascular,
paralelamente à prática de atividade física”, afirma a cardiologista.

De acordo com a cardiologista, todos os estudos reafirmam a relevância de se eliminar ácidos graxos trans; controlar o consumo de saturados; priorizar poli-insaturados (como o ômega-3) e monoinsaturados (ex: azeite de oliva); reduzir açúcares e incluir carnes magras, frutas, grãos e hortaliças na dieta.

Os fitoesteróis, encontrados em alguns vegetais e também em suplementos, são opções interessantes para a redução do colesterol limítrofe, ou seja, que está perto dos índices máximos recomendados, pois diminuem a absorção de gordura, favorecendo a redução do colesterol. Converse com seu médico, que pode apontar o melhor caminho para que você reduza suas taxas de colesterol e conquiste uma qualidade de vida melhor.

 

Dra. Bruna Cristina Baptistini é cardiologista formada pela Universidade Nove de Julho e atua em São Paulo. CRM-SP: 145229

Foto: Pixabay

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