O estresse pode atrapalhar um paciente com hipertensão?


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O estresse, por aumentar a pressão arterial, pode ser extremamente prejudicial, especialmente em pacientes com pressão alta elevada. “Momentos estressantes provocam uma descarga adrenérgica que aumenta a resistência dos vasos sanguíneos, elevando a pressão arterial”, explica o cardiologista Francisco Flávio Costa Filho.

Segundo o médico, as situações estressantes do dia a dia, como falta o sono, chefe chato, dilemas com filho adolescente, meta a ser cumprida no final do mês, prova semestral e conta bancária no vermelho, fazem com que as pessoas “explodam” e isso pode se manifestar como picos de descarga adrenérgicas. “Essa descarga gera picos de pressão alta, ou taquicardia, o que acaba atrapalhando o controle da pressão”, explica.

 

Importância do controle do estresse para evitar picos de pressão alta

 


O cardiologista considera importante que cada um identifique os fatores que desencadeiam o estresse na vida para saber controlar sua reação quando estiver diante deles. “Também é de suma importância identificarmos nossas válvulas de escape, nossos refúgios seguros, onde conseguimos relaxar, com a certeza que não seremos ameaçados. Se não encontrarmos esse equilíbrio, nossos vasos continuarão cronicamente expostos a níveis elevados de adrenalina e a pressão arterial não baixará, mesmo com muitos medicamentos”.

Como o estresse tende a elevar a pressão transitoriamente em pessoas não hipertensas, isso pode acabar confundindo o diagnóstico. “Por isso que uma medição isolada de pressão arterial, em uma situação de estresse, não define que a pessoa seja hipertensa e deverá tomar medicamentos para o resto da vida”, afirma o cardiologista.

 

Tratamento ideal para hipertensos

 


Uma vez diagnosticada a hipertensão arterial sistêmica (HAS) por médico, é fundamental seguir o uso de medicamento anti-hipertensivo regularmente, conforme prescrição. “Além disso, deve-se ter controle na ingestão de alimentos com elevado teor de sódio (molhos industrializados, alimentos processados que são salgados para conservá-los, por exemplo), fazer atividade física regularmente (5 vezes por semana, pelo menos 30 minutos em cada sessão), controlar o peso e ter uma alimentação saudável com frutas”, recomenda.

 

Dr. Francisco Flávio Costa Filho é formado pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e atua em São José dos Campos (SP). CRM-SP: 141903

 

Foto: Shutterstock

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