AVC: Saiba tudo sobre essa perigosa complicação causada pela hipertensão


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O acidente vascular cerebral (AVC), também conhecido como acidente vascular encefálico ou simplesmente derrame cerebral, ocorre quando os vasos que levam sangue até o cérebro se rompem ou entopem. Sem a quantidade de sangue necessária, a área cerebral acaba sendo paralisada e por isso o resultado acaba sendo, em muitos casos, a morte ou a formação de sequelas.

Fatores que influenciam o desenvolvimento de um AVC


O acidente normalmente é resultado da falta de controle de quadros como hipertensão arterial, diabetes, obesidade e colesterol alto. Por isso, para reduzir as chances de um derrame, é importante adotar um estilo de vida saudável, com dieta balanceada, evitando também o consumo de álcool e cigarros.

Contudo, nem todos os fatores que contribuem para o desenvolvimento de um AVC são controláveis. “Existem outros motivadores que são imutáveis, como idade avançada, o fato dos derrames serem mais comuns em homens negros e hereditariedade”, exemplifica o neurologista Custódio Michailowsky. Ou seja, aqueles que são mais propensos podem sofrer um AVC mesmo sendo bastante cuidadosos com a saúde. No entanto, isso não significa que devem largar os bons hábitos, pelo contrário, já que os comportamentos prejudiciais vão apenas aumentar as chances do paciente.

Quais são os sinais do AVC?


Dentre todos esses quadros que aumentam os riscos de AVC, a pressão alta é a que mais acarreta em casos de derrame. Como a hipertensão arterial é considerada silenciosa, pelo fato de quase não apresentar sintomas na fase moderada, muitas pessoas podem estar com níveis de pressão altos, mesmo sem saber. Mesmo assim, existem sinais que indicam a ocorrência do acidente vascular e que podem ser muito úteis em momentos críticos.

“Os sintomas do AVC são geralmente de instalação súbita e são eles: dormência ou parestesias​, fraqueza ou paresias em metade do corpo, alterações de fala ou disartria, desequilíbrio, alterações de visão, dor de cabeça e vertigem súbitas e intensas sem aparente causa, instabilidade de marcha, náuseas e vômitos”, lista o cardiologista Rubens Mattar Júnior.

Sequelas do AVC e dependência


Mesmo que esses sinais sejam imediatamente reconhecidos e o indivíduo que sofreu o acidente tenha um atendimento rápido, as chances de sequelas não são pequenas. Dependendo da região cerebral atingida, essas sequelas podem ser brandas, mas nos casos mais graves, elas podem tornar o paciente completamente dependente ou até mesmo levá-lo à morte.

As sequelas e a dependência resultantes de um acidente vascular cerebral grave trazem ainda possíveis complicações secundárias para o paciente, como a depressão. Daí surge a necessidade de se iniciar um tratamento psicoterápico, o que implica em mais cuidados e obstáculos a serem superados. As sequelas podem ser alterações comportamentais e cognitivas, dificuldades na fala e para se alimentar, constipação intestinal, dentre outras.

Tratamento e práticas para reduzir os riscos de um AVC


Para reduzir os riscos de um AVC, é importante manter níveis de pressão arterial controlados, não fumar, fazer atividades físicas, manter o peso, controlar níveis de glicose em diabéticos e de gorduras, especialmente em quem tem altas taxas de triglicerídios no sangue. “O tratamento vem sempre com internação hospitalar e atuação do neurologista que vai fazer o diagnóstico do tipo do AVC através de exames como a tomografia cerebral, estabelecendo o tratamento de acordo com os achados dos exames”, completa Rubens.

Dr. Custódio Michailowsky, neurologista do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho. CRM-SP 73303

Dr. Rubens Mattar Júnior é cardiologista, graduado pela Faculdade de Medicina de Uberlândia (MG) e atende em São Paulo. CRM-SP: 30054

Foto: Shutterstock

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