Administrador carioca diminui crises do herpes-zóster e retorna para praia


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O herpes-zóster é uma infecção frequentemente chamada de cobreiro. “É causada pelo vírus da varicela-zóster, que causa a varicela, também conhecida como catapora, e pode levar ao quadro de herpes-zóster no futuro”, afirma a dermatologista Juliana Jordão. Depois de uma crise, o vírus permanece alojado no corpo, como se estivesse adormecido, até voltar a desenvolver os sintomas em algum momento da vida.

Herpes-zóster causa lesões, formigamentos e até febre


Foi o que aconteceu com Raul E. Q., diagnosticado há 10 anos com a doença. O carioca procurou ajuda médica para tratar o vírus, mas seu tratamento tinha como objetivo apenas atacar os sintomas durante a infecção. A situação o deixava desconfortável: “Como ele aparecia nas costas, eu e minha família
deixávamos de ir à praia nos divertir nos fins de semana e eu deixava de praticar exercícios quando estava com herpes”, lembra.

Durante a fase ativa, o vírus provoca lesões com fluidos, que podem se agrupar e que tendem a formar crostas depois de cinco ou sete dias. O paciente também pode sentir dor. Antes do surgimento das feridas, o herpes-zóster pode causar dores, formigamento e febre baixa. O vírus fica alojado nos nervos e consegue percorrê-los, gerando lesões das costas até o peito, por exemplo, mas geralmente em apenas um lado do corpo.

Feridas do herpes-zóster surgem em qualquer parte do corpo


Buscando diminuir o número de crises, Raul iniciou um novo tratamento com sua dermatologista de confiança. A mudança tem sido positiva: “Antes, eu tinha sintomas do herpes a cada 30 dias, mas agora ele tem aparecido só a cada seis meses ou até mais. Foi uma ótima evolução que me trouxe mais conforto e menos dor”. Além das costas, como é o caso do administrador de 47 anos, os sintomas também costumam surgir nas bochechas, no nariz e no olho.

Apesar de terem nomes parecidos, o herpes-zóster e o herpes simples são infecções diferentes, sendo o herpes simples dividido em dois tipos: “O vírus herpes simples 1 (HSV-1) é adquirido mais frequentemente e de forma mais precoce em relação ao HSV-2, mas embora haja essa divisão, são transmitidos basicamente por contato próximo com mucosas, genital ou oral”, afirma o infectologista Taylor Olivo.

Dr. Taylor Endrigo Toscano Olivo é infectologista formado pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp) e atua em Bauru (SP). CRM-SP: 115765

Foto: Shutterstock

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