Quem tem esquizofrenia pode ter uma vida normal?


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Realizar consultas periódicas com um médico é fundamental para a descoberta de uma doença ainda em estágios iniciais. O diagnóstico precoce dá mais tempo ao paciente para compreender sua condição e aumenta as chances de controle dos sintomas para manter a qualidade de vida e, quando possível, de obter uma cura. Com a esquizofrenia, não é diferente.

Esquizofrenia causa alucinações e delírios

 

Pessoas com esquizofrenia também devem procurar atendimento o mais rápido possível. “Os pacientes devem ser diagnosticados o quanto antes. A doença reduz o afeto, a cognição e a realização de atividades de uma maneira global”, alerta o psiquiatra Jorge Henna. Se o diagnóstico for feito em tempo hábil, o médico afirma que é possível preservar o humor e o afeto e impedir os sintomas mais graves do problema.

Pacientes com esquizofrenia têm dificuldade de diferenciar a imaginação da realidade. Sofrem com alucinações e delírios, chegando a acreditar que estão sendo perseguidos e que alguém deseja prejudicá-los. Desorganização do pensamento e mudanças relacionadas ao comportamento motor, como posturas e movimentos diferentes, também fazem parte da doença.

Diagnóstico precoce aumenta a qualidade de vida

 

De acordo com o profissional, boa parte dos pacientes esquizofrênicos poderá apresentar resíduos e alguns dos sintomas da doença, mas o diagnóstico precoce possibilita reduzir a interferência da doença no dia a dia a níveis baixíssimos, quase nulos. Os principais desafios a serem enfrentados ao longo do tratamento dizem respeito ao convívio com outras pessoas. “Conseguimos, em um esforço multidisciplinar, devolver muito do cotidiano ao paciente, mas o estigma e preconceito ainda são muito grandes”, explica Henna Neto.

O tratamento da esquizofrenia envolve várias medidas. Medicamentos e terapias ocupacionais, com o objetivo de melhorar o convívio social e com o auxílio de psiquiatras, psicólogos e outros profissionais ligados à área, ajudam o paciente a ter mais qualidade de vida. É preciso que a família se informe sobre a doença e dê todo o apoio necessário.

Dr. Jorge Henna Neto é psiquiatra, graduado pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e professor de Psiquiatria da PUC-SP. CRM-SP: 67335

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