Esquizofrenia e autismo: Os sintomas das doenças podem ser confundidos?


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Esquizofrenia e autismo são duas doenças psiquiátricas que apresentam poucas características em comum, mas que podem ser confundidas em alguns casos. “A semelhança entre os dois transtornos pode ocorrer no início do quadro, no período da investigação, já que comportamentos bizarros e a dificuldade de interação social podem estar presentes nas duas condições”, afirma a psiquiatra Cristiane Lopes.

 

Isolamento do paciente pode confundir em estágios iniciais

 


No entanto, esquizofrenia e autismo são dois transtornos diferentes. A esquizofrenia se caracteriza, principalmente, pela alteração da percepção do ambiente ao redor do indivíduo, por meio de alucinações e delírios. “Já o autismo é um transtorno de desenvolvimento caracterizado pelo comprometimento da interação e da comunicação e pela presença de padrões repetitivos de comportamentos”, explica a médica.

A idade de início e a procura por tratamento se dão em idades diferentes nas duas doenças. O autismo pode ser diagnosticado ainda na chamada primeira infância, mas os primeiros sinais da esquizofrenia, na maior parte das vezes, somente aparecem a partir da adolescência. Além disso, o histórico familiar é mais definido e o funcionamento intelectual é menos comprometido na esquizofrenia, se comparada ao autismo.

 

Como a esquizofrenia e o autismo são tratados

 


Com uma investigação mais profunda, o psiquiatra pode identificar os sintomas de cada transtorno, fornecer um diagnóstico preciso e indicar as medidas necessárias para o tratamento. Para controlar a esquizofrenia, são utilizados medicações antipsicóticas e tratamentos psicossociais, com o objetivo de promover autonomia dos pacientes, melhorar a aderência ao tratamento e devolver a capacidade de se relacionar adequadamente.

O tratamento do autismo visa promover as habilidades sociais, comunicativas e adaptativas, e reduzir a frequência e a intensidade de alguns comportamentos. Para isso, são feitas intervenções educativas e comportamentais associadas à psicofarmacologia, com o uso coadjuvante de antipsicóticos para aliviar a agitação e a agressividade.

 

Dra. Cristiane Lopes é psiquiatra pelo Instituto de Psiquiatria da UFRJ e atende no Rio de Janeiro. CRM-RJ: 52775070 – www.dracristianelopes.com.br

Foto: Shutterstock

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