Esquizofrenia: qual é a diferença da doença em homens e mulheres?


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A esquizofrenia é um transtorno psiquiátrico que provoca delírios e alucinações, tanto em homens quanto em mulheres. Mas, a doença apresenta algumas diferenças entre os dois gêneros, segundo o psiquiatra Edoardo Vattimo. Observando o número de casos como um todo, a esquizofrenia chega a afetar 40% mais homens que mulheres.

Na adolescência, esquizofrenia é mais frequente em homens


Acredita-se que a diferença no número de casos seja causada por fatores da neurobiologia, que diferem entre homens e mulheres, mas também pela
exposição a fatores de risco, que também variam de um gênero para outro. Existem, no entanto, algumas particularidades. “Há diferenças de acordo com a idade. Por exemplo, nos casos diagnosticados em pessoas com idade mais avançada, há mais casos em mulheres”, explica o médico.

As mulheres costumam ser diagnosticadas com esquizofrenia já na idade adulta, entre os 25 e 35 anos, mas há também um segundo pico durante a menopausa, época em que o corpo feminino passa por uma série de transformações. Já durante a adolescência e até os 25 anos de idade, são os homens que lideram o número de diagnósticos.

Sintomas negativos da esquizofrenia podem ser mais intensos nos homens


Os sintomas também podem se manifestar de maneira diferente dependendo do gênero do paciente. “Alguns estudos indicam pior prognóstico entre homens, que tendem a apresentar
sintomas negativos mais intensos, que envolvem apatia, falta de iniciativa e afetividade comprometida, além de sintomas depressivos”, afirma Vattimo. Estes sintomas acabam impactando a funcionalidade da pessoa esquizofrênica.

A resposta ao tratamento farmacológico também encontra algumas particularidades entre homens e mulheres, mas o especialista diz que não há nenhum protocolo que indique tratamentos específicos, com exceção do período da gravidez e da amamentação nas mulheres. “No entanto, o enfoque nas diferenças de gênero nos tratamentos psicossociais e de reabilitação, como psicoterapias e terapia ocupacional, adaptando a intervenção às necessidades do paciente, tem o potencial de melhorar os resultados”, destaca o psiquiatra.

Dr. Edoardo Filippo de Queiroz Vattimo é psiquiatra graduado pela Universidade de São Paulo e atua no Hospital das Clínicas. CRM-SP: 162410

Foto: Shutterstock

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