Como fazer para um paciente com esquizofrenia viver melhor?


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O diagnóstico da esquizofrenia não é a sentença de uma vida comprometida pelos sintomas. Na verdade, é possível viver bem. Para isso, é essencial que o paciente siga o tratamento médico, o que possibilita reduzir o risco de hospitalizações e de recaídas. O psiquiatra Edoardo Vattimo acredita que intervenções multidisciplinares permitem que o quadro evolua com uma significativa melhora da qualidade de vida.

Tratamento multidisciplinar ajuda a controlar esquizofrenia


O sucesso do tratamento começa nas medicações prescritas pelo médico. “O
tratamento farmacológico adequado é fundamental para estabilizar o paciente em relação a sintomas como delírios e alucinações, mas também outros sintomas que podem ocorrer em associação à esquizofrenia, como sintomas depressivos e ansiosos”, explica o profissional.

Também é necessário que o paciente passe por intervenções psicossociais. Como exemplos, podem ser citadas a psicoterapia, terapia familiar, terapia ocupacional, reabilitação cognitiva e até treino de habilidades sociais. “Essas intervenções buscam abordar alguns déficits que os pacientes podem apresentar, como na esfera afetiva e cognitiva, além da social”, afirma o especialista.

Apoio familiar proporciona mais qualidade de vida a paciente com esquizofrenia


Inserir o paciente na sociedade é, de uma forma geral, um fator importante para a qualidade de vida. Uma
família engajada no tratamento e que dê suporte ao esquizofrênico ajuda a obter resultados melhores. Por outro lado, situações de vulnerabilidade social, como casos de violência doméstica, são fatores estressores e que podem favorecer recaídas e até uma piora dos sintomas quando a doença ainda não estiver controlada.

Voltar ao trabalho pode ser uma forma de reinserir o paciente na sociedade, desde que os sintomas estejam estabilizados. “Em alguns casos, o paciente tem comprometimento da esfera afetiva, o que pode prejudicar esse processo, sendo o treino de habilidades sociais uma alternativa para abordar esse problema”, alerta Vattimo. Quando a situação for resolvida, é possível iniciar intervenções de trabalho assistido, programas adaptados para pacientes com transtornos psiquiátricos graves.

Dr. Edoardo Filippo de Queiroz Vattimo é psiquiatra graduado pela Universidade de São Paulo (USP) e atua no Hospital das Clínicas. CRM-SP: 162410

Foto: Shutterstock

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