Como é a reabsorção óssea em quem tem osteoporose?


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A reabsorção óssea é uma das partes do processo de remodelação dos ossos, atuando em conjunto com a formação óssea. Estas duas etapas interligadas são intermediadas, respectivamente, pelos osteoclastos e osteoblastos, dois tipos de células do tecido ósseo. Durante a reabsorção,  a estrutura óssea é dissolvida e digerida pelos ácidos e enzimas produzidos pelos osteoclastos.

Conforme explica o ortopedista Vinícius Magno, esse processo de remodelação óssea possibilita que os ossos se adaptem às necessidades do corpo de cada indivíduo. “Ao contrário do que se imaginava, o osso é um tecido em constante modificação, seja para acompanhar o crescimento do corpo, seja para atender a demandas biomecânicas (aumento do peso corporal, sobrecarga atlética, fraturas, etc.) ou metabólicas (variações dos níveis sanguíneos de cálcio e fósforo, por exemplo)”.

Reabsorção óssea e osteoporose


Apesar de ser um processo natural e importante, a reabsorção óssea representa perigo caso seus níveis superem os da formação óssea. Quando isso ocorre, tem-se a osteoporose. “Uma das patologias mais estudadas do metabolismo ósseo é a osteoporose. Nesta doença, a taxa de reabsorção óssea excede a taxa de deposição de osso, causando uma fragilização mecânica dos ossos e tornando-os mais vulneráveis a fraturas”.

“A osteoporose acomete, principalmente, mulheres após a menopausa, mas também pode afetar homens idosos. O desenvolvimento da doença têm bases tanto genéticas (raças caucasianas, por exemplo, têm maior predisposição) quanto comportamentais (consumo excessivo de café, tabagismo, sedentarismo, deficiências hormonais)”, acrescenta o médico.

Importância da reabsorção óssea


Mesmo sendo responsável pela fragilização do esqueleto, a reabsorção não é uma vilã. Esta etapa da remodelação óssea é fundamental para a remoção de áreas de “osso envelhecido”, sendo utilizada pelo organismo na reparação de microfraturas e manutenção estrutural dos ossos. “A reabsorção também garante reservas adicionais de cálcio quando necessário para o bom funcionamento do organismo. Lembrando que a substância é fundamental para dar rigidez ao esqueleto”.

Dr. Vinícius Magno é ortopedista especialista em patologias da coluna vertebral e pesquisador da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). Também é Coordenador da Residência em Ortopedia do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle. CRM 52 84759-3.

Foto: Shutterstock

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2 comentários para "Como é a reabsorção óssea em quem tem osteoporose?"

Djanira

Gostei de saber mais sobre a reabsorção óssea e a osteoporose. Em especial por fazer parte do grupo das menopausadas, acima dos 50, que tantas consequências padecem nesta fase, apesar de natural. Sempre bem-vindas as informações sobre o assunto.

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