Osteoporose: Causas, riscos e tratamento para essa doença comum em mulheres


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A osteoporose é uma doença metabólica caracterizada pela diminuição da densidade óssea, ou seja, pela baixa reposição do cálcio perdido pelos ossos, enfraquecendo todo o esqueleto. O problema afeta principalmente as mulheres depois da menopausa: segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), entre 13% e 18% das mulheres e de 3% a 6% dos homens acima dos 50 anos em todo o mundo têm a doença.

A perda de massa óssea faz parte do envelhecimento, mas existe um motivo para a predominância da doença entre as mulheres. “Os hormônios, estrógeno para as mulheres e testosterona para os homens, funcionam como os principais carregadores de cálcio para dentro do osso”, explica o ginecologista Jefferson Delfino. Muitas vezes, o corpo até recebe cálcio em quantidade suficiente, mas ele não é absorvido adequadamente pelo tecido ósseo.

Redução de estrogênio nas mulheres depois da menopausa favorece osteoporose


Homens e mulheres enfrentam a perda de massa óssea, mas na mulher ela é maior e mais intensa, principalmente ao fim da menopausa. De acordo com o especialista, há um decréscimo muito rápido na quantidade de hormônios, impactando a saúde dos ossos de forma mais evidente. Nos homens, por outro lado, a redução hormonal é mais suave e a perda de massa óssea é mais linear.

No entanto, alguns hábitos de vida favorecem o desenvolvimento da osteoporose. O sedentarismo, o tabagismo e o alcoolismo são alguns deles. O histórico familiar, pouco consumo de cálcio e vitamina D e a baixa exposição à luz solar são outros exemplos.

Como é feito o diagnóstico da osteoporose?


Diante da suspeita de osteoporose ou na fase de risco (mulheres após a menopausa, por exemplo), o médico pode pedir que o paciente realize a densitometria óssea, o exame responsável pelo diagnóstico da doença. É um procedimento rápido, feito em um aparelho que emite fótons e raios X. O objetivo da máquina é analisar a densidade dos ossos e a possibilidade de ocorrência de fraturas.

O exame se parece com o exame de raios X. O paciente permanece deitado enquanto o aparelho se movimenta pelo corpo. Na maior parte dos casos, dois ossos são analisados, principalmente o colo do fêmur e a coluna lombar. A densitometria óssea não oferece riscos à saúde e é mais indicada para homens acima dos 70 anos e mulheres acima dos 65 anos.

Fraturas são as principais complicações da osteoporose


Um dos maiores riscos provocados pela osteoporose é o surgimento de fraturas ósseas. Como os ossos estão mais frágeis, qualquer tombo ou movimento do corpo pode acarretar em uma fratura. “Um impacto muito importante na vida das mulheres com mais idade é a fratura da cabeça do fêmur que pode tornar a vida muito limitada e até causar a morte”, afirma Delfino.

Já na coluna vertebral, as fraturas ósseas podem causar o achatamento das vértebras. O processo acontece gradualmente e acaba entortando a coluna, deixando o paciente corcunda. “Dependendo do tipo e da característica da fratura na coluna, pode ocorrer a cifose, que é quando a pessoa fica com a postura mais encurvada”, alerta o ortopedista Paulo Eduardo Pileggi.

Segundo a Fundação Internacional de Osteoporose, o número de fraturas de quadril no Brasil chega a 121 mil por ano. De acordo com um estudo realizado com pacientes antes e depois da ocorrência de fraturas na região, 55% dos entrevistados não conseguiam tomar banho, 48% não conseguiam se vestir e 26% não eram capazes de se alimentar. Os dados reforçam a importância do diagnóstico precoce e tratamento para a osteoporose.

Prática de atividades físicas faz parte do tratamento da osteoporose


O tratamento passa pelo uso de medicamentos de atuações variadas, mas que têm como objetivo a redução da perda da massa óssea. A reposição hormonal e a suplementação de cálcio e de outros nutrientes também podem ser indicadas por um médico, que deve ser procurado precocemente, a partir dos 40 ou 50 anos.

“Medidas simples, como atividades físicas, dietas, hábitos saudáveis, não fumar e tomar sol, ajudam muito. A atividade física é o que mais ajuda a saúde óssea, enquanto a dieta fornece os elementos necessários à composição óssea”, aconselha Delfino. O tabagismo “rouba” o cálcio dos ossos, segundo o médico, e o hábito de tomar sol produz vitamina D, substância essencial para a absorção do cálcio.

Dr. Paulo Eduardo Pileggi é ortopedista formado pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos e atua em São Paulo. CRM-SP: 124378

Dr. Jefferson Delfino é ginecologista, obstetra e presidente da Sociedade Médica de Sorocaba (SP). CRM-SP: 54019

Foto: Shutterstock

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