A deficiência de cálcio na infância pode comprometer a formação dos ossos?


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Os cuidados com a alimentação de uma criança são de extrema importância porque ajudam a fornecer a quantidade necessária de nutrientes que ela necessita para manter o corpo saudável enquanto se desenvolve. O cálcio, por exemplo, é um deles e é fundamental para prevenir diversas doenças tanto na infância quanto na fase adulta.

Pouco cálcio na infância atrapalha o crescimento do corpo


Uma das mais importantes funções do cálcio no organismo é compor a estrutura do esqueleto, tornando-o forte e resistente. Sua deficiência na infância fragiliza a formação óssea. “Algumas pesquisas demonstram que o baixo consumo alimentar de cálcio na infância e na adolescência pode causar o aparecimento de doenças ósseas, como a osteoporose precoce e osteoporose na fase adulta e idosa”, afirma a nutricionista Carla Cotta.

Ossos fracos causados por uma alimentação pobre em cálcio resultam em maiores chances de fraturas a partir da meia-idade, que diminuem a qualidade de vida e podem ser fatais. Há ainda maiores chances de desenvolver sobrepeso e obesidade e de apresentar déficit de crescimento durante a puberdade. Existem riscos também para os dentes: “Além da comprometer a mineralização óssea, a deficiência de cálcio atrapalha a formação e o crescimento dos dentes”.

Falta de cálcio afeta a coagulação sanguínea


Os problemas não param por aí. Segundo a nutricionista, a falta de cálcio afeta todo o corpo, já que esse nutriente também está envolvido na secreção hormonal, na ativação e liberação de enzimas importantes para o metabolismo, na coagulação sanguínea, na contração muscular e na transmissão de impulsos nervosos.

É importante que os pais ou responsáveis incentivem o consumo de cálcio durante toda a infância e a adolescência. Alimentos derivados do leite e vegetais verde-escuros, como brócolis e couve, são ricos no nutriente e devem ser inseridos na alimentação. A quantidade ideal de cálcio varia de acordo com a faixa etária. Crianças de 1 a 3 anos devem ingerir 700 miligramas por dia, mas o valor sobe para 1.000 miligramas dos 4 aos 8 anos e para 1300 dos 9 aos 18.

Dra. Carla Cotta é nutricionista, graduada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e especialista em Nutrição Clínica Funcional pela UNICSUL. CRN4 02100097 – http://www.carlacotta.com.br/

Foto: Shutterstock

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