É possível minimizar os impactos da depressão no trabalho e estudos?


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A depressão é uma doença psiquiátrica complexa e que provoca tanto sintomas psicológicos quanto físicos. Tristeza, angústia, desinteresse, irritação, dificuldades de concentração e até desejos suicidas estão entre os sintomas psicológicos, enquanto dores em várias partes do corpo, mudanças no peso e no sono estão entre os físicos.

O paciente deve se afastar das responsabilidades para tratar a depressão


Todas essas alterações geram impactos no convívio com outras pessoas, no desempenho no trabalho e nos estudos e atrapalha todas as esferas da vida. A melhor atitude a tomar é se afastar temporariamente desses compromissos. “O afastamento do trabalho e das atividades sociais ajuda alguém que está se recuperando porque evita julgamentos, evita que o indivíduo se sinta culpado por estar sendo um fardo e evita que a pessoa se sinta mal por estar incapacitada”, afirma o psiquiatra Diego Freitas Tavares.

O afastamento do trabalho e dos estudos também permite que o depressivo fique longe de elementos estressores, como cobranças e prazos, que possam ter servido como gatilho para o desenvolvimento da doença e que sejam capazes piorar o quadro.

Resultados positivos no retorno ao trabalho ajudam a consolidar o tratamento


De acordo com o médico, para minimizar os impactos nos compromissos, o paciente com depressão somente deve retomá-los quando já estiver bem: “A melhor maneira é só voltar ao trabalho e aos estudos quando estiver recuperado. Assim, se sentirá cada vez mais motivado com os resultados positivos e o retorno da confiança e da autoestima serão fatores auxiliares neste processo”.

Ao longo do tratamento da depressão, família e amigos devem adotar uma postura de suporte, fornecendo ajuda quando o paciente pedir ou ao perceberem que ele está se desorganizando ou se descuidando das atividades diárias. É preciso evitar ao máximo emitir opiniões ou incentivar melhorias. “Ao receber esses incentivos, o paciente pode se sentir culpado ou frustrado por não estar melhorando. O efeito, em vez de ser benéfico, pode se tornar prejudicial”, explica Tavares.

Dr. Diego Freitas Tavares é psiquiatra e pesquisador do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP. CRM-SP: 145258

Foto: Shutterstock

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