Medicamentos podem curar a depressão ou apenas reduzir os sintomas?


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Desânimo, insegurança, ansiedade, cansaço, perda da vontade de viver e alterações no peso são alguns dos principais sintomas encontrados em pessoas depressivas. Acredita-se que a  depressão se desenvolva devido a fatores genéticos e alterações bioquímicas no cérebro ainda não muito bem esclarecidas.

Gatilho para a depressão

“Os principais fatores de risco para depressão são episódios depressivos prévios, uso de substâncias, como drogas e álcool e abuso na infância e adolescência”, afirma o psiquiatra Marcelo Paoli. O estresse do dia a dia e o uso de medicamentos também podem precipitar o desenvolvimento da doença.

Um paciente com suspeita de depressão deve procurar auxílio de pessoas próximas e de um especialista rapidamente, mesmo que o quadro seja leve. O tratamento pode ser realizado com medicação e psicoterapia isolados ou, no caso de casos mais graves, em associação.

O risco de recorrência

O uso dos medicamentos tem como objetivo minimizar os sintomas e prevenir contra a ocorrência de crises depressivas. Em alguns casos, no entanto, os episódios depressivos podem voltar a ocorrer. “A depressão tende a um curso recorrente e o uso das medicações geralmente é prolongado”, explica Paoli. O tempo de uso é determinado pelo médico de acordo com a gravidade do caso.

Existem ainda outros fatores que podem ajudar na batalha contra a depressão. O apoio da família e dos amigos, a prática de atividades físicas, alimentação saudável, o não consumo de álcool e cigarros, noites bem dormidas e o contato com pessoas auxiliam na eficácia do tratamento.

Dr. Marcelo Paoli é psiquiatra, formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), mestre em Psiquiatria e Psicologia Médica pela Unifesp e atende em São Paulo e São José dos Campos. CRM-SP: 138721

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