Depressão: as principais causas, sintomas e formas de enfrentar a doença


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A depressão é um transtorno psicológico que afeta diversas pessoas em todo o mundo e que pode ser desencadeado por uma série de fatores. Seus sintomas prejudicam significativamente a qualidade de vida do paciente por conta da tristeza e apatia que o acometem. Para que ocorra a remissão desses sinais, é essencial realizar tratamento específico com acompanhamento especializado.

Principais causas e fatores da depressão


Os fatores que contribuem para o desenvolvimento da depressão podem ser divididos em genéticos e ambientais, sendo os últimos influências externas diversas. “
A depressão é uma doença multifatorial, isto é, tem como causas diversos fatores, os quais passam por eventos biológicos, como exposição a medicações, ambiente de criação na infância, eventos traumáticos ao longo da vida, dentre outros. O adoecimento é o resultado de uma combinação destes diversos fatores”, explica o psiquiatra Eduardo de Castro Humes”.

O médico aponta que apesar de se ter conhecimento de todos esses fatores da depressão, não é possível identificar cada um deles em um quadro específico da doença. O máximo que se pode fazer é supor qual foi o causador, baseado no depoimento do paciente. “Uma vez que o processo patológico é desencadeado, os fatores envolvidos devem ser abordados, na medida do possível. Entretanto é impossível isolar quais podem ou não estar envolvidos”.

Sintomas da depressão


Os sintomas mais famosos da depressão são a tristeza, desânimo, angústia e apatia. Soma-se a isso inquietação, irritabilidade, falta de concentração, sedentarismo e tendência ao isolamento social. Falta de apetite e dificuldade em pegar no sono também são comuns, mas o oposto pode ocorrer, ou seja, um paciente com depressão pode passar a comer e dormir em excesso.

É curioso que a tristeza, principal sinal da depressão, pode não se manifestar em um quadro da doença. “Na população há muitos casos de depressão sem tristeza. Entre os pacientes que apresentam este sintoma, a tristeza pode ser presente apenas na maior parte dos dias, não sendo necessário um contínuo ininterrupto”. Neste caso, é importante associar os outros sintomas à depressão para que o diagnóstico seja feito corretamente.

Tratamento para a depressão


Em geral, o tratamento da depressão se baseia na utilização de medicação específica (antidepressivo) e psicoterapia. Todavia, dependendo do nível do transtorno, pode ser que sejam necessárias apenas as consultas com o psicólogo. Quando o grau é maior, o uso do remédio se torna essencial para que os sintomas sejam efetivamente controlados.  

Ao iniciar o tratamento com o antidepressivo, é comum observar os sinais de melhora aparecendo cedo. Contudo, isso não significa que a medicação deve ser interrompida. Mesmo com evolução notável, deve-se manter a utilização do fármaco pelo tempo que o médico estabelecer. “O indivíduo deve permanecer tomando a medicação mesmo enquanto se sente bem para evitar que novos episódios ocorram”, afirma o psiquiatra Marcelo Paoli.

Hábitos saudáveis que auxiliam o tratamento contra depressão


Além do tratamento base, outros métodos podem ajudar bastante na luta contra a depressão, dependendo somente do empenho do paciente. A prática regular de atividade física é um bom exemplo. “A prática esportiva não somente ajuda por causa das mudanças bioquímicas (colabora para uma maior liberação de endorfinas e ação em neurotransmissores), mas também promove o contato social e treina a interdependência”, aponta o psiquiatra Marcelo Calcagno.

A alimentação saudável é outro hábito que pode ser de grande valia para combater a depressão, já que existem alimentos que auxiliam na produção de serotonina, o hormônio ligado ao prazer. Ovos, mel, frutos do mar e frutas, como banana, laranja, melancia e mamão são alguns exemplos que podem estar na dieta de quem trata o distúrbio.  

Dr. Eduardo de Castro Humes é psiquiatra e psicoterapeuta formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. CRM-SP: 108239

Dr. Marcelo Paoli é psiquiatra, formado pela Universidade Federal de Santa Maria, mestre em Psiquiatria e Psicologia Médica pela Unifesp e atende em São Paulo e São José dos Campos. CRM-SP: 138721

Marcelo Calcagno Reinhardt é psiquiatra, formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFGRS)e atua em Florianópolis. CRM-SC: 10573

Foto: Shutterstock

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