Catarinense vence depressão e ansiedade e recupera qualidade de vida


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A depressão é uma das doenças que mais gera preocupações ao redor do mundo devido ao grande número de casos. No Brasil, por exemplo, o problema atinge cerca de 11% da população, segundo o Ministério da Saúde. Um levantamento feito pelo jornal Estado de S. Paulo mostrou que o número de óbitos aumentou significativamente no país: foram 467 mortes, um crescimento de 705%. Não é à toa que o transtorno é considerado o mal do século.  

Ansiedade também é um dos sintomas da depressão

 

Rosângela W.  é uma das brasileiras que luta contra a depressão. A professora de 46 anos mora em Braço do Norte, em Santa Catarina, e explica como a doença surgiu em sua vida: “A correria do dia a dia fez com que eu me tornasse uma pessoa muito ansiosa, muito nervosa, a ponto de adoecer.”

No imaginário popular, uma pessoa depressiva é aquela que está sempre triste e desanimada (o que é um mito), mas a ansiedade também pode fazer parte da doença. “A ansiedade e a agitação podem acompanhar a depressão, como também podem estar presentes em outros transtornos psiquiátricos”, afirma a psiquiatra Elaine Henna.

Vale destacar também que um trabalho realizado pelo Hospital das Clínicas, em São Paulo, apontou que 50% dos pacientes que se queixaram de dores e fadiga apresentavam depressão, ou seja, sempre fique atento a alguns sinais suspeitos para buscar tratamento. “Muitas vezes, as pessoas apresentam cansaço, dores inespecíficas e persistentes que não atribuem à depressão”, destaca a médica.

 

Hábitos saudáveis fazem parte do tratamento

 

Para que o diagnóstico seja preciso e possibilite a recuperação do paciente, é fundamental que o médico investigue a fundo cada caso, analisando os sintomas e as melhores formas de combater a doença. Foi o que fez o profissional que acompanhou Rosângela. O psiquiatra lhe prescreveu, então, a medicação para tratar a depressão e explicou seu funcionamento.

Iniciado há três anos, o tratamento contra a depressão fez com que a professora pudesse recuperar sua qualidade de vida e voltasse a realizar suas atividades: “O tratamento tem dado um resultado positivo. Ele mudou completamente a minha vida. Me tornei uma pessoa muito mais tranquila.” Outras medidas que também podem compor o tratamento são manter uma alimentação saudável e praticar atividades físicas.

Dra. Elaine Aparecida Dacol Henna é psiquiatra formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e atua em Sorocaba (SP). CRM-SP: 66403

Foto: Shutterstock

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