A alimentação pode desencadear ou agravar um quadro de depressão?


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Comer um brigadeiro, cair dentro do churrasco do fim de semana… A alimentação pode ser uma forma de buscar prazer para muitas pessoas. Mas quando a comida vira a única fonte de prazer de alguém, sem critérios ou cuidados, ela pode se tornar também um problema para a saúde. A alimentação passa a ser uma válvula de escape, uma muleta para os momentos difíceis. E isso pode colocar em risco não só a saúde física, como a psicológica.

Excesso de peso, aumento da pressão arterial e elevação do colesterol não são as únicas consequências de como a alimentação desregrada pode afetar a saúde. O comer sem controle pode ser uma característica de quem quer chamar a atenção ou passar um aviso de que não está bem e precisa de ajuda. Muitas vezes o motivo pode ser a depressão. “A depressão é multifatorial, então não podemos colocar a culpa do surgimento dela apenas em alimentos. Mas quando a pessoa tem uma alimentação com excesso de algumas substâncias e deficiência de outras importantes, ela fica mais predisposta à depressão”, explica a nutricionista Adriana Ávila.  

O exagero e a falta de apetite

Algumas substâncias que podem ser prejudiciais em excesso são: gordura saturada (carnes, leites e derivados), gordura trans (bolachas, doces, sorvetes cremosos), açúcares e álcool. Já o pouco consumo de fontes de magnésio, ômega 3, vitamina B6 e D e zinco também pode influenciar na predisposição. “A alimentação inadequada sozinha não é uma causa isolada para depressão. Mas as pessoas que ficam muito tempo sem comer e, quando comem, exageram nas quantidades, podem interferir na insulina e na glicose do sangue”, alerta Adriana.

Em geral, as pessoas com depressão apresentam falta de apetite e não se alimentam bem, o que pode resultar na diminuição do peso também. Inclusive, se ver com excesso ou pouco peso pode deixar a pessoa ainda mais insatisfeita com o próprio corpo, gerando ainda mais tristeza e introspecção. Não é apenas a melhora da alimentação que ajudará a curar a depressão. É preciso do acompanhamento de profissionais e, muitas vezes, de medicação, mas investir em alimentos com triptofano (atum, salmão, banana, abacate), cálcio (iogurtes e leites magros), magnésio (soja, feijões, beterraba), vitaminas B, C e zinco podem colaborar com a melhora do ânimo e o psicológico.

Dra. Adriana Ávila é nutricionista, formada pelo Centro Universitário São Camilo e atua em São Paulo. CRN-SP: 3-2816

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2 comentários para "A alimentação pode desencadear ou agravar um quadro de depressão?"

MARIA LUCIA AZEVEDO

Fico desesperada atrás de doce…. mesmo fazendo uso de Fluoxetina engordei 6kg

Cuidados Pela Vida

Olá Maria,
Realmente é muito complicado lidar com os momentos de ansiedade e por esse motivo acabamos com dificuldade em controlar a alimentação.Orientamos que você procure o médico que a acompanha para que possa obter maiores orientações a respeito do seu tratamento.

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