Quais são as principais doenças infantis que podem ser prevenidas pelo reforço da imunidade?


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Durante a infância diversas doenças acometem as crianças por conta da baixa imunidade, sendo que em cada fase há quadros que ocorrem com mais frequência. Na fase que começa a partir do momento em que o bebê completa seis meses de vida, por exemplo, as infecções respiratórias virais são bastante presentes. O reforço da imunidade é essencial para evitar ao máximo essas infecções.  

 

Queda da imunidade na infância e doenças decorrentes

 


“A queda transitória da imunidade na infância pode ser desencadeada por vários fatores. A partir dos 6 meses de vida, existe a queda fisiológica da imunidade, um processo esperado, onde há a substituição da imunidade repassada pela mãe pela capacidade própria da criança de combater as infecções. Nesta mesma fase, muitas crianças ingressam na creche e passam a conviver com outros lactentes, o que aumenta o risco de infecções”, explica a pediatra Renata Coutinho.

Segundo a médica, nas crianças mais velhas o risco pode estar associado à má alimentação, privação de sono e excesso de atividades, sendo as doenças de imunidade mais raras.

 

Hábitos para reforçar a imunidade em crianças e riscos de não adotá-los

 


Para que as crianças tenham a boa imunidade, recomenda-se que a reforcem com hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática moderada de esportes supervisionados e horários de descanso, respeitando a demanda pela idade. “A abstinência de todas essas orientações, para crianças sem doenças associadas, não resulta em sequelas graves do ponto de vista infeccioso. Estas crianças são mais vulneráveis às doenças comuns da infância, mas, de maneira geral, evoluem com melhora”, afirma.

O uso de imunomoduladores também pode ser indicado, especialmente para reforçar o sistema de defesa do corpo antes do início das aulas, por exemplo, um período no qual a criança entra em contato próximo com vários outros indivíduos da mesma idade, um contexto favorável à transmissão de doenças respiratórias.

A má adesão aos bons hábitos acima citados geram consequências a longo prazo e mais preocupantes que a própria queda transitória da imunidade. “Crianças com rotinas estressantes e com alimentação rica em carboidratos, açúcares e produtos industrializados, são mais suscetíveis a outros transtornos, como diabetes, baixo rendimento escolar, obesidade infantil, transtornos de ansiedade, entre outros. Portanto, a imunidade, neste caso, é o elemento menos afetado no contexto global de saúde do indivíduo”, conclui Renata.

 

Dra. Renata Coutinho é pediatra e infectologista formada pela Universidade Federal Fluminense (UFF). CRM: 52799661

Foto: Shutterstock

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