Como funciona o tratamento para a rinite?


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Apesar do tratamento da rinite depender do que a causou, ele pode ser definido, no geral, por higiene ambiental, medicamentos e imunoterapia. Isso significa evitar o contato com a substância que desencadeia os sintomas e o uso de antialérgicos descongestionantes e corticosteróides, além de vacinas antialérgicas para os casos que não forem resolvidos com as medicações normais.  

“O tratamento da rinite depende, em parte, da identificação da causa. Dependendo da causa, diferentes medidas de controle ambiental devem ser tomadas. A escolha de medicamentos tópicos ou por via oral e a indicação ou não da imunoterapia alérgeno-específica também depende da etiologia da rinite”, explica a alergista Maria Fernanda Ferraro.

 

Principais causas da rinite alérgica

 


As principais causas da rinite alérgica são os alérgenos dispersos no ambiente intra e extra-domiciliar. Quando inalados pelo paciente alérgico, eles provocam os sintomas (coriza, tosse, dor de garganta, espirro, congestão nasal e irritação). “Esses alérgenos podem ter origem de animais domésticos, como cães, gatos ou roedores; baratas; plantas (pólen) e fungos, por exemplo. No Brasil, de modo geral, o alérgeno mais frequentemente associado aos sintomas de rinite são os ácaros da poeira domiciliar”, explica Maria.

 

Sem cura, rinite alérgica pode persistir mesmo com tratamento em curso

 


Apesar do tratamento da rinite ser eficaz na maior parte dos casos, o incômodo causado por seus sintomas pode persistir mesmo assim. “Embora a maioria dos casos apresente uma boa resposta ao tratamento, podem ocorrer situações de persistência dos sintomas. Nesse caso, é necessária uma revisão do diagnóstico, da adesão às medidas de controle ambiental e do tratamento, de forma geral”, diz a alergista.

A rinite alérgica é uma condição crônica e, por isso, tende a persistir mesmo com o tratamento convencional para controle dos sintomas em curso. “No entanto, a imunoterapia alérgeno-específica é uma opção de tratamento que oferece a possibilidade de modificação da história natural da rinite alérgica”, completa Maria.

 

 

Dra. Maria Fernanda Ferraro é alergista e imunologista formada em medicina pela Faculdade de Medicina de Marília. Possui especialização em alergia e imunologia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP. CRM: 109221

 

Foto: Shutterstock

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