Asma: inaladores e bombinhas usados para tratar a doença são todos iguais?


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A asma é uma doença crônica do sistema respiratório caracterizada pela inflamação dos brônquios, canais responsáveis pelo transporte de ar. O problema surge devido a uma maior sensibilidade do organismo diante de poeira, pólen, mofo e pelos de animais, por exemplo. Os pacientes com asma tendem a sentir falta de ar quando entram em contato com essas substâncias.

Quais são as diferenças entre os tipos de inaladores e bombinhas?

 

Uma das formas de tratamento da doença é o uso de inaladores e de bombinhas, que não são todos iguais. Segundo o pneumologista Luis Renato Alves, existem dois tipos de inaladores, o convencional e o ultrassônico. O inalador convencional funciona com uma bomba de ar com acionamento elétrico e é acoplado a um micronebulizador. “Quando a bomba de ar é ligada, o ar passa em alta velocidade pelos orifícios do micronebulizador e arrasta o líquido nele presente, gerando uma névoa que deverá ser inalada pelo paciente”, explica o médico.

Já os inaladores ultrassônicos transformam a energia elétrica em vibrações mecânicas que, por sua vez, produzem névoa e microgotículas que serão carregadas pelo ar. “A vantagem em relação aos convencionais é a ausência de ruídos durante o funcionamento e a possibilidade de inalar em qualquer posição”, afirma o especialista. Por outro lado, o inalador ultrassônico apresenta dificuldades na interação com os medicamentos corticosteroides, podendo haver produção de pouca névoa e acúmulo da medicação no aparelho.

Já as bombinhas se dividem em dois principais grupos. As bombinhas de manutenção não utilizam medicamentos broncodilatadores, enquanto as de alívio utilizam. As bombinhas de manutenção provocam a desinflamação dos brônquios e ajudam a reduzir o uso das bombinhas de alívio, que não tratam a asma e são utilizadas para proporcionar alívio rápido aos pacientes durante uma crise.

As bombinhas de asma não viciam

 

De acordo com o profissional, um dos maiores mitos relacionados à Pneumologia é a afirmação de que o uso frequente de bombinhas causa dependência. “Isso não existe. Na verdade, é a doença que faz com que você necessite do uso dessas medicações continuamente”, alerta Luis Renato. Ele explica ainda que os efeitos colaterais do tratamento, como taquicardia e tremores, são causados pelos broncodilatadores, mas são geralmente leves e de duração rápida.

Dr. Luis Renato Alves é pneumologista formado pela Faculdade de Medicina da USP e atua em Ribeirão Preto (SP). CRM-SP: 122744.

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