Asma no avião: O que fazer para controlar a crise em um ambiente fechado?


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A asma é uma das doenças crônicas mais comuns do mundo e, apesar de controlável através de tratamento, traz riscos de vida, principalmente pela dificuldade de respirar. Outros sintomas característicos da asma são dor no peito, tosse e respiração ofegante. Tais sensações são extremamente sufocantes e, por conta disso, pessoas asmáticas costumam ter dificuldade de permanecer em locais fechados.

Bombinha de asma ajuda na respiração e no controle da ansiedade


O interior de um avião, em particular, é um ambiente bastante problemático para quem tem asma, já que, se uma crise for iniciada, não haverá para onde correr. “Neste caso, é importante, em primeiro lugar, manter a calma, porque a ansiedade piora muito a falta de ar. Se houver disponível algum tipo de broncodilatador (“bombinha”), é preciso fazer uso até conseguir ajuda”, indica a pneumologista Nilva Pelegrino.

Apesar de apresentarem efeito imediato na falta de ar, aliviando os sintomas rapidamente, as bombinhas não atuam na causa da crise. A origem da asma é um processo inflamatório nas vias respiratórias e nos brônquios dos pulmões. Estes são mais sensíveis pois reagem ao menor sinal de irritação. “É preciso sempre fazer uso de anti-inflamatórios. Eles atuam no processo inflamatório dos brônquios, tratando a causa do problema. Os mais indicados são os hormonais (corticoides), os quais devem ser inalados ou tomados por via oral”.

Nebulização e alguns cuidados antes do voo para evitar crise


Outro método que ajuda bastante neste contexto é a nebulização. “Feita com broncodilatadores de efeito rápido e relativamente seguro, ela tem a vantagem de ser uma terapia inalatória, o que proporciona efeitos pulmonares mais rápidos e com menos efeitos colaterais que as vias sistêmicas (orais ou endovenosas)”.

Os passageiros com asma mais precavidos podem pouco antes de embarcar tomar alguns cuidados como medida de segurança para um voo tranquilo. “Eles podem apelar para o broncodilatador cerca de meia hora antes do voo no sentido de prevenir uma possível crise. Além disso, é bom evitar alimentos ou medicamentos que provocam as crises de asma, tais como anti-inflamatórios não hormonais, AAS e aspirina”.

Dra. Nilva Regina Gelamo Pelegrino é pneumologista pela Unesp Botucatu e atua na Unimed de Ribeirao Preto/SP – CRM-SP: 88692

Foto: Shutterstock

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