Cuidador iniciante: dicas te ajudam no convívio com pacientes com Alzheimer


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O mal de Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que tende a afetar as regiões do cérebro responsáveis pela formação de novas lembranças. Com o desenvolvimento do problema, a linguagem, a memória, o humor e a capacidade de localização, planejamento e de execução de ações motoras ficam prejudicados, fazendo com que os idosos precisem da ajuda quase constante de um cuidador.

Organização ajuda o cuidador a não se confundir com remédios de Alzheimer


O cuidador, que na maioria dos casos é um parente próximo, muitas vezes não sabe como lidar com o familiar com Alzheimer. Nesta situação, sua melhor opção é se informar, como aconselha a geriatra Paula Zanatta: “Acredito que
buscar informação sobre a doença é o melhor caminho: como são os sintomas, a evolução e o tratamento. Conversar com pessoas na mesma situação também ajuda muito”.

Além do Alzheimer, é possível que o idoso tenha ainda outras doenças, como diabetes, obesidade e hipertensão, que devem continuar sendo tratadas adequadamente. O problema é que, com tantos remédios, você pode se confundir e dar uma dose errada em um momento errado ao paciente. Para evitar que isso aconteça, anote tudo em um papel. Existem até mesmo caixas de medicação encontradas em “lojas de R$ 1,99” que te ajudam a se organizar melhor.

Barras de apoio no banheiro podem evitar quedas de idoso


Como
a mobilidade é prejudicada pela doença de Alzheimer, uma das principais medidas que o cuidador deve tomar é tornar a própria casa mais segura para o idoso. A instalação de pisos antiderrapantes e barras de apoio em escadas, no banheiro e no quarto é importante, assim como melhorias na iluminação, uso de protetores de quina de móveis e eliminação de degraus nos locais em que for possível.

“A doença evolui com os anos, causando uma maior dependência desse paciente, que passa a necessitar de ajuda para se alimentar, além da presença das incontinências urinária e fecal, com necessidade de fraldas”, afirma Dra. Paula. Para que o cuidador não se sobrecarregue e não seja levado à exaustão, uma dica importante é se consultar com médicos e psicólogos e também pedir auxílio a outros membros da família para cuidar do idoso.

Dra. Paula Maria Pereira Zanatta Santiago é geriatra, formada em Medicina pela Universidade do Oeste Paulista, pós-graduada em Cuidados Paliativos e atende em São Paulo. CRM-SP: 116427

Foto: Shutterstock

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