Refogar alimentos no azeite torna esse óleo prejudicial à saúde da circulação?


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Um dos pilares da dieta mediterrânea, o azeite é muito utilizado hoje na culinária de diversos lugares do mundo em função dos vários benefícios que proporciona à saúde, comprovados ao longo dos anos. Contudo, alguns estudos contestam seu uso para refogar alimentos, pois ao ser aquecido ele perderia boa parte de suas propriedades vantajosas, produzindo químicos não-saudáveis.   

Por outro lado, diversos pesquisadores e nutricionistas apontam que, mesmo quando aquecido, o azeite ainda é o óleo mais resistente em relação aos demais. Além disso, uma solução bem simples para que o azeite possa ser usado para refogar alimentos sem perder seus benefícios seria deixar o fogo baixo.

 

Riscos de aquecer demais o azeite e benefício à circulação

 


“Quando usado cru tem mais antioxidantes, mas não satura se for aquecido. Se o azeite for aquecido, deve-se evitar que seja por mais de 30 minutos, para que não perca os antioxidantes, que são importantes para evitar a formação de radicais livres, substâncias que promovem o envelhecimento das células. Devemos preferir os azeites acondicionados em vidros verdes ou marrons escuros para ficarem protegidos da luz e guardá-los fechados no armário da cozinha, longe do fogão”, explica a nutricionista Adriana Ávila.

Dentre as qualidades do azeite, pode-se citar a sua contribuição para a melhoria da circulação, especialmente nas extremidades. Estudos indicam que a incorporação do óleo na dieta reduz em mais da metade o risco de problemas circulatórios nas pernas, o que os médicos chamam de doença arterial periférica (DAP), problema que afeta 5% da população mundial com mais de 50 anos de idade.

 

Contribuições do azeite para a saúde

 


“O azeite também fornecer energia para o organismo; ajuda no funcionamento adequado do intestino; tem ação antioxidante e anti-inflamatória; auxilia nos controles do colesterol e triglicérides, e com isso previne e trata as doenças cardiovasculares, principalmente a doença arterial coronariana”, informa a nutricionista.

Segundo a especialista, como o azeite é rico em ácido graxo monoinsaturado, ajuda também nos controles do colesterol total e LDL (colesterol “ruim”), aumentando ainda o HDL (“bom” colesterol). “Existem também trabalhos correlacionando o uso de azeite de oliva e emagrecimento, por aumentar a saciedade, e pesquisas que garantem sua capacidade de controle da glicose”, completa Adriana.

 

Dra. Adriana Ávila é formada pelo Centro Universitário São Camilo e atua em São Paulo. CRN-SP: 3-2816.

Foto: Shutterstock

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