Pneumotórax: entenda o que é essa complicação que pode surgir em quem sofre de DPOC


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Está com tosse, com dor aguda no tórax e sentindo falta de ar e se cansando com facilidade? Cuidado, estes são os principais do pneumotórax, um problema relativamente comum e que pode atingir qualquer pessoa, mas principalmente, fumantes, quem tem doenças pulmonares ou sofreu um trauma torácico recente.

O pneumotórax é caracterizado pelo acúmulo anormal de ar entre o pulmão e a membrana interna do tórax, conhecida como pleura. Ele pode se desenvolver como consequência da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), conjunto de doenças que atrapalham o fluxo de ar para os pulmões. O problema precisa ser tratado, pois além de causar dor e dificuldade para respirar, ele provoca a compressão do pulmão e, em casos mais graves, desloca o coração, altera o ritmo cardíaco e pode levar à morte.

Os tipos de pneumotórax

De acordo com a causa, o pneumotórax pode ser dividido em quatro tipos: o espontâneo, quando está ou não ligado a uma doença pulmonar; o traumático, quando surgiu por causa de um trauma no tórax; o infeccioso, causado por infecções pulmonares; e por fim, o iatrogênico, quando é produto de uma intervenção médica.

A solução para o problema irá variar de acordo com a gravidade. Em casos mais brandos, o espaço gerado pelo acúmulo de ar tende a regredir de tamanho em duas semanas. Já em situações mais complicadas é preciso uma intervenção médica, como aponta o pneumologista: “O tratamento de urgência é a drenagem de tórax, com a instalação de um tubo flexível no espaço pleural para drenar o ar retido. Às vezes, o cirurgião pode optar por mera aspiração do ar retido.”

A doença pode reaparecer

Mesmo depois de curado, é preciso atenção: o problema pode voltar a surgir. “Quem já apresentou dois ou três quadros de pneumotóraxes, a chance de se repetir é muito grande e deve consultar um cirurgião torácico para realizar algum procedimento a fim de evitar a repetição do quadro”, afirma Kirchenchtejn. A melhor maneira de preveni-lo é não fumar ou evitar estar perto de quem fuma. Situações que exponham alguém a mudanças bruscas de pressão, como mergulhos e saltos, também devem ser repensados.

Dr. Ciro Kirchenchtejn é pneumologista formado pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e atua em São Paulo. CRM-SP 50579

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