Anvisa propõe proibição da venda de termômetros com mercúrio no Brasil


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Quantas vezes ao perceber seu filho com febre você pegou o termômetro para medir a temperatura da criança? O utensílio , feito com mercúrio, sempre teve espaço no kit de remédios de muitas famílias. Mas, de acordo com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o termômetro de mercúrio pode estar com os dias contados, ao menos para o uso em saúde. Isso porque a substância pode oferecer riscos. Além disto, já existem outros instrumentos disponíveis no mercado que não contêm o metal.

Por que esta decisão?

A proibição é uma tendência em muitos países e está em acordo com a Convenção de Minamata, que tem por pauta central a diminuição do uso de mercúrio e sua deposição antropogênica (resultado de atividade humana) no meio ambiente. “Acredito que a iniciativa Anvisa seja acertada, uma vez que está em consonância com movimentos mundiais pela preservação da saúde e do meio ambiente”, opina o farmacêutico Diogo Akio Kumagai Hashimoto.

O perigo e os efeitos do mercúrio

Um termômetro de mercúrio possui o metal em sua forma elementar ou metálica e em quantidade suficiente para preenchimento do bulbo e da coluna, conforme parâmetros do Inmetro. “Quando em seu estado líquido, o mercúrio se apresenta com efeitos neurotóxicos que, segundo a EPA (Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos da América), possui como principal via de contaminação a inalação de vapores”, aponta.  

O mercúrio, uma vez no meio ambiente, pode se ligar a outros elementos químicos e formar o metilmercúrio, que o torna ainda mais prejudicial. “De acordo com a OMS, o ambiente marinho é o mais afetado, sendo o homem contaminado ao consumir peixes e frutos do mar”. Dentre os principais efeitos do mercúrio estão a perda de memória, cognição, dores de cabeça, falta de coordenação, enfraquecimento muscular e outros. Além de danos neurais, o mercúrio pode afetar os pulmões e rins, quando inalados, com potencial fatal, segundo Hashimoto.

As alternativas para o uso do termômetro

Para substituir o uso destes termômetros, atualmente, já existe o digital, o infravermelho e o de imagem térmica, cada um com vantagens específicas. “Os termômetros digitais possuem diversas comodidades como fácil manuseio, mais resistentes, sistemas de memórias e precisão. Já os infravermelhos possuem a vantagem de exigirem contato entre o instrumento e o paciente”, pontua o profissional.

Diogo Akio Kumagai Hashimoto é farmacêutico e graduado em Farmácia-Bioquímica pela USP. CRF-SP 83616

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