Frente fria: Confira algumas dicas para enfrentar a mudança de clima livre de doenças oportunistas


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Você ouviu a previsão de uma frente fria chegando e logo começou a se preocupar, já que esses períodos são marcados por crises respiratórias, certo? O especialista na área, Dr. Andre Aguiar Gauderer, explica que a mudança de temperatura não é a causadora de doenças como a rinite, por exemplo, ela apenas pode agravar uma condição já existente. “O clima frio é um gatilho que faz o paciente entrar em crise, porém ele geralmente já tem rinite crônica. A forma mais comum de rinite é a alérgica, porém não é a única”. Como, então, se proteger dessas doenças oportunistas?

Qual é a relação da mudança de clima com doenças respiratórias?

Você sabia que existem mais de 10 tipos de rinite? Andre explica que o paciente que tem rinite crônica, alérgica ou não alérgica, tem um processo inflamatório crônico na mucosa nasal. “Digamos que o nariz dele é mais sensível que o nariz de pessoas sem rinite crônica. Quando ocorre a mudança de temperatura, assim como pressão e umidade do ar, isso irrita a mucosa nasal já cronicamente inflamada e hiperresponsiva, ocorrendo, assim, uma crise”.

A mesma crise, porém, pode ser desencadeada por outros fatores, como inalação de produtos químicos (fumaça de cigarro, poluição, perfume e formol de escova progressiva, por exemplo). A concentração de pessoas juntas em lugares fechados no frio também é um motivo de gripes e resfriados frequentes. “A vacina de gripe é sempre feita imediatamente antes do inverno. Cerca de 0,5 a 2% de todas as gripes, resfriados e crises de rinite evoluem com sinusite bacteriana aguda, que geralmente é considerada uma complicação. Por isso a sinusitetambém é mais frequente nessa época”, explica Andre.

Como se cuidar?

Por serem altamente contagiosos é importante se prevenir de gripes e resfriados. O médico ressalta que primeiro deve-se tratar a doença base, ou seja, a rinite crônica. “O tratamento depende do tipo de rinite. Para a rinite alérgica deve-se fazer um controle de ambiente adequado, medicação orientada pelo otorrino, alergista ou pediatra e, muitas vezes, tem indicação de imunoterapia”, explica. Outros cuidados como evitar contato com pessoas gripadas/resfriadas, lavar a mão com frequência, tomar a vacina da gripe e hidratação adequada também são apontados como formas de prevenção. Lembrando que quem faz tratamento contínuo não deve interrompê-lo, a não ser por orientação médica. Pacientes que se tratam com acompanhamento médico estão menos expostos às doenças oportunistas do que os que se tratam apenas durante as crises.

O tratamento

Por fim, resfriados tendem a melhorar espontaneamente após 7-10 dias e seu tratamento é sintomático. “Hidratação nasal, antitérmicos/analgésicos, ocasionalmente corticoides e vasoconstrictores nasais por curto período de tempo para alívio sintomático”, indica Gauderer. Já no caso de uma crise de rinite em um paciente alérgico, ela pode ser tratada com uso de corticoide nasal, antialérgicos de terceira geração, que não causam sonolência, soro fisiológico e, mais raramente, corticoide oral e vasoconstritores tópicos.    


Dr. Andre Aguiar Gauderer é otorrinolaringologista e alergista, membro das Sociedades Brasileiras de Otorrinolaringologia, Alergia e Imunologia. CRM-RJ: 52-779792

 

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