Pilates: explicamos como funcionam os exercícios que fortalecem a musculatura e favorecem o aumento da massa óssea


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A perda de massa óssea caracteriza-se pela diminuição da densidade óssea, deixando o osso mais suscetível à fratura. As causas podem estar relacionadas ao processo normal do envelhecimento, como também alterações hormonais que ocorrem com mulheres na menopausa, fatores genéticos e hereditários, desnutrição, exposição insuficiente ao sol e sedentarismo. Para ajudar tanto na prevenção quanto no tratamento da osteopenia/osteoporose, o pilates tem se mostrado um grande aliado. “Além de prevenir a perda de massa óssea normal, ainda promove um aumento da densidade óssea”, diz a fisioterapeuta Elizabeth Cunha. 

Como o pilates ajuda no fortalecimento dos ossos?

Segundo Elizabeth, o fortalecimento da musculatura estabiliza as articulações, dando maior estabilidade e prevenindo fraturas, entorses e outros tipos de lesões musculares. Podemos ainda contar como benefícios a melhora do equilíbrio e da coordenação motora, correção postural e aumento da consciência corporal. “A base do pilates está constituída sobre estudos de anatomia, biomecânica e fisiologia. Baseia-se no equilíbrio entre os movimentos, fortalecimento do centro corporal (coluna, glúteos, abdome e lombar), controle corporal, concentração, precisão e respiração”.

Quais são os benefícios clínicos?

O pilates permite uma grande variedade de movimentos, que em geral são realizados no solo, podendo ser associados com bolas específicas para essa atividade (Bolas de Bobath) ou em aparelhos, que em sua maioria possuem molas que podem ser utilizadas para gerar resistência ou facilitar o movimento. “Esses movimentos podem ser com contrações concêntricas (quando ocorre encurtamento do músculo durante o movimento), excêntrica (quando ocorre alongamento do músculo durante o movimento), mas principalmente contrações isométricas (quando não há movimento durante a contração)”, explica. Com isso, minimiza-se o desgaste articular e associado ao menor número de repetições e maior variedade de movimentos favorecendo força, flexibilidade, coordenação, equilíbrio, controle postural e mecânica respiratória.

Outras medidas precisam ser tomadas

A profissional diz que a técnica tem poucas contraindicações, porém deve ser realizada com um profissional capacitado, pois existem cuidados a serem adotados para cada situação especial e os exercícios devem ser adaptados de acordo com a especificidade de cada praticante. “Para quem possui osteopenia/osteoporose é indicado que seja realizada uma densitometria óssea para avaliação da melhor estratégia, mas, em geral, são contraindicados os exercícios que incluam flexão de coluna”.

O exercício físico é um dos mais eficientes recursos para tratamento da perda de massa óssea, no entanto, a fisioterapeuta recomenda que outros cuidados sejam tomados. “O acompanhamento médico é fundamental para avaliação da evolução do quadro e tratamento medicamentoso, se necessário, bem como o acompanhamento com nutricionista para estabelecimento de uma dieta que supra as necessidades de ingestão dos nutrientes necessários que são fundamentais para a potencialização dos resultados”, finaliza.

 Elizabeth Cunha é fisioterapeuta coordenadora técnica da FisioCTI, com especialização em fisioterapia respiratória e UTI Adulto e fisioterapia em neonatologia e pediatria (CREFITO 2: 113934-F)

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