Mudanças na dosagem: mantenha consultas regulares com seu médico para que ele faça eventuais ajustes na medicação


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Ao ser diagnosticado com qualquer doença, manter consultas regulares com o médico, assim como continuar usando a medicação prescrita, são atitudes muito importantes para garantir o sucesso do seu tratamento. Assim, o profissional que te acompanha pode ver como seu caso está evoluindo ao longo meses ou anos e como seu corpo está reagindo às medidas recomendadas.

 

Consultas regulares permitem prever crises de transtornos mentais

 


“As consultas regulares permitem que o médico avalie os possíveis efeitos colaterais, se há sintomas residuais, se há
fatores associados que possam precipitar alguma crise e para programar a suspensão de uso dos remédios, se for o caso”, afirma a psiquiatra Elaine Henna. Sem um contato frequente, o tratamento pode não ser tão eficaz quanto poderia ser.

As consultas também servem como uma forma de analisar o efeito dos medicamentos e, caso seja necessário, alterar as doses ou trocar por outros remédios, como diz a médica: “Habitualmente, a medicação é ajustada ao longo do tratamento. A decisão, desde o ajuste de dose até a troca de medicamento, vai da resposta, ou seja, o quanto o indivíduo melhora e consegue a remissão dos sintomas”, explica Elaine.

 

Alterações nas doses da medicação podem ajudar a controlar sua doença

 


As mudanças nos medicamentos são importantes em muitos casos. Em alguns pacientes, a dose prescrita inicialmente não é suficiente para estabilizar a doença e precisa ser aumentada. Em outros, pode ser necessário associar remédios para obter o efeito desejado, principalmente em pacientes que tratam mais de um transtorno mental, quadros chamados de comorbidades. Converse com seu médico, para descobrir exatamente qual é o seu caso.

Além disso, seu médico conhece o funcionamento das medicações e, durante uma consulta, você pode sempre tirar dúvidas que surgirem sobre sua doença e o tempo necessário para que os medicamentos comecem a fazer efeito. “Tomando como exemplo os antidepressivos, eles demoram até três semanas para o início da ação, então as mudanças de dosagem devem respeitar esse período”, conclui Elaine.

 

Dra. Elaine Aparecida Dacol Henna é psiquiatra formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e atua em Sorocaba (SP). CRM-SP: 66403

 

Foto: Pixabay

 

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