Curso para Cuidadores - O que é Alzheimer?

Mente sã: Como podemos cuidar para tê-la cada vez melhor?

Correria, relacionamentos conturbados, discussões constantes, excesso de informação, 24 horas “ligado na tomada”, esses fatores podem causar problemas caso não sejam tratados no tempo certo. Parecem familiar? Esse é o dia a dia da grande parte da população. Mas afinal, o que são transtornos mentais? Especialistas definem como alterações do funcionamento da mente que prejudicam o desempenho em qualquer área da vida familiar, social, pessoal e profissional. Os transtornos mais comuns, como ansiedade, depressão, distúrbios alimentares, dependência química, demência e esquizofrenia, podem afetar qualquer pessoa, levando ao sofrimento e ao sentimento de incapacidade.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), os transtornos mentais atingem cerca de 700 milhões de pessoas no mundo, o que representa 13% do total de todas as doenças. No topo da lista, figuram patologias como depressão e ansiedade. Pasmém! Entre 20% e 30% de todos os jovens passam por algum desses problemas até os 20 anos de idade. Preocupante, não é?

Nosso Especial Saúde Mental traz tudo sobre como lidar com a saúde da mente. O neurologista Rodrigo Rizek Schultz explica como identificar o transtorno, como tratar e muito mais. E você também vai conhecer a história da youtuber Vanessa Freitas, que criou um canal para ajudar as pessoas que, como ela, tem Síndrome do Pânico, e da sanfoneira Ilza Nogueira, que conseguiu deixar a depressão para trás com tratamento e dedicação a um projeto musical. Confira:

 

VANESSA FREITAS: YOUTUBE AJUDA CONTRA A SÍNDROME DO PÂNICO

VANESSA FREITAS

Vanessa Freitas é sorridente, alegre e comunicativa. Hoje a youtuber aconselha pessoas que passam pelos mesmos sintomas que ela teve por causa da Síndrome do Pânico. Vanessa, que sofre desta síndrome há 11 anos, se dedica diariamente ao tratamento à base de medicamentos, terapia, entre outros meios para combater a doença que a levou à beira da morte. “Uma das características da síndrome é você sentir que está perto da morte. Era como se estivesse em sono profundo e perdendo os sentidos. Tudo é muito intenso em um curto período de tempo”, lembra.

Palpitações, dores na nuca, sensação de desmaio e dificuldades para sair de casa foram os primeiros sinais de que Vanessa não estava bem. A doença, de fato, só foi descoberta há 6 anos. “Descobri através da consulta com uma psicanalista, só ela conseguiu diagnosticar o pânico. Já tinha passado por um neurologista e um cardiologista. Inclusive o cardiologista afirmou que eu estava grávida por causa dos meus sintomas.”

Para ela, as sensações diárias pareciam não ter solução. “Você não é mais a mesma pessoa, se sente impotente, diminuída, perante uma sociedade que não sabe o que se passa. Aliás, nós sofremos muito preconceito, as pessoas acham que tudo é frescura. O primeiro grande passo foi perceber que eu estava doente e entender o que estava acontecendo comigo”, reflete.

Uma série de atitudes fez com que Vanessa revertesse o quadro crítico. Além do uso de remédios e do tratamento psicológico, ela mudou os hábitos alimentares, criou uma rotina adequada e buscou novos “amigos”. “A nova etapa é cuidar da alimentação e pensar na estética para eu melhorar o ciclo. Também adotei alguns cachorros (na foto com ela) para me animar. Eles fizeram toda a diferença. Os animais nos dão amor sem perguntar o porquê.”

A internet como recuperação

Mais forte e determinada, há cerca de seis meses Vanessa criou o canal Microcosmo Vanesses no Youtube, espaço onde ela conta suas histórias de vida com muito humor. “Eu queria levantar essa bandeira. Muitas famílias são destruídas porque não sabem o que estão passando. Alguns pacientes chegam ao suicídio por falta de conhecimento e atendimento médico.” Percebendo o retorno positivo do canal, Vanessa pretende deixá-lo cada vez mais profissional. “As pessoas que se comunicam comigo querem paz. Eu já pensei em parar porque amigos dizem que me exponho muito, mas as respostas são satisfatórias e isso vale a pena. Agora quero melhorar a qualidade dos vídeos”, idealiza.

 

Conheça o canal da Vanessa Freitas:  Microcosmo Vanesses

 

ILZA NOGUEIRA: A MÚSICA TIROU A SANFONEIRA DA DEPRESSÃO

ILZA NOGUEIRA

Ficar deprimida é algo que não faz mais parte da vida de Ilza Nogueira. A sanfoneira implementou a música como alicerce para amenizar a doença que se instalou durante anos em sua vida. Tudo começou através de um casamento conturbado. Aos 18 anos, Ilza casou-se e mudou para o município de Bandeirantes, em Mato Grosso do Sul. “O mundo era totalmente diferente.  Como eu era da roça, me assustei”, lembra.

Na cidade grande, Ilza se dividia na jornada dupla na área da saúde e dos quatro filhos. Se o lado profissional estava equilibrado, o casamento passava por conflitos. “Meu marido me traía muito. Pela falta de compreensão tive que cuidar da casa sozinha. Após a separação me agarrei aos meus filhos (na foto com a filha Silmara Nogueira), achava que eles eram minha propriedade. Quando me vi sozinha, descobri que tinha a síndrome do ninho vazio. Já no posto de saúde, não aguentei ver a dor do povo e não conseguia acolher todo mundo”, conta.

Durante três anos, a depressão tomou conta da vida de Ilza de forma crítica. “Não conseguia dormir, não fazia mais nada, cheguei a passar uma semana sem tomar banho. Durante esse tempo eu perdi a memória e vagava pelas ruas”, relata.

Preocupada com a saúde da mãe, os filhos se reuniram e decidiram interná-la num sanatório. “Lá fiquei 20 dias sem saber de nada e saí de lá tomando 12 remédios psicotrópicos. Quando cheguei aos 103kg, os médicos identificaram que eu estava com dor no peito e uma inflamação no joelho. A partir daí, notei que minha vida estava no fim e precisava mudar.”

Projeto Sarau Raízes

Embora a sanfona fizesse parte da infância, Ilza deixou de praticá-la para dar aulas de português para os vizinhos. Considerado um grande “amigo”, o instrumento a ajudou a sair da depressão. “Meu médico falou para voltar a tocar sanfona. Foi aí que surgiu a ideia de colocar em prática o Projeto Sarau Raízes, em 2012.”

Localizado em um galpão em Campo Grande, o Sarau Raízes reúne moradores da região com jantares, encontros musicais e oficinas. “O local é para colocar para fora suas emoções. Todos que participam canta, dançam e se libertam. Hoje eu me sinto uma pessoa muito útil, e fico orgulhosa de saber que esse espaço ajuda várias pessoas que passaram pela mesma situação”, define.

Depressão nunca mais! Ilza sabe que essa palavra está no passado. “Descobri que a depressão é uma série de fatores de insatisfação. E aprendi que não sei tocar sanfona profissionalmente, mas o importante é me divertir. Hoje mantenho a minha cabeça ocupada e faço o que me dá prazer”, conclui.

 

PRINCIPAIS TRANSTORNOS E SUAS DIFERENÇAS

identificando os transtornos 2

 

COMO ENTENDER E TRATAR OS TRANSTORNOS MENTAIS?

Como você viu no quadro acima, os transtornos podem ser identificados e têm cura. Para entender melhor os transtornos, o neurologista Rodrigo Rizek Schultz explica as melhores maneiras de lidar com eles.

Momento de procurar um profissional

A hora exata é quando houver o surgimento de algum transtorno, sinais ou sintomas; ou acentuação de traços anteriormente apresentados. O profissional mais indicado seria um psiquiatra, um neurologista ou um psicólogo. Este irá avaliar e definir a sua origem, ou seja, se é normal em função de certas circunstâncias, ou é referente a alguma doença.

Indicação de medicamentos

Após o diagnóstico da doença, o profissional deverá indicar o medicamento mais adequado para a situação. Os remédios devem ser de acordo com a gravidade da doença e dos sintomas. É importante reforçar que além do tratamento com medicamentos há o com psicoterapia. Quando observamos um forte impacto da doença no paciente ou no cuidador, muito provavelmente deveremos usar remédios. As medicações que podem causar tolerância (vício) são os benzodiazepínicos, ou seja, remédios com tarja preta como se diz. No entanto, eles são importantes e devem ser administrados sempre que necessário. Vale ressaltar que os remédios serão para a vida inteira dependendo de cada indivíduo. E, justamente por esta razão, devem ser implementados tratamentos psicológicos sempre que possível.

O poder dos testes na internet

Os testes têm a capacidade de chamar a atenção para um transtorno que pode estar presente. Eles podem realizar certa triagem, chamando mais a atenção do paciente e familiares para necessidade de ajuda médica. Embora os testes sejam base para avaliação, um profissional deve ser procurado sempre.

Como lidar com o preconceito

A melhor forma de trabalhar com o preconceito é através de uma educação contínua. Os parentes e os próprios pacientes devem se informar e aprender para compreender o que ocorre. As pessoas próximas também devem conhecer a situação e procurar fazer com que o tratamento seja implementado da melhor maneira possível.

Comportamento dos familiares

O familiar deve procurar compreender o que passa consigo e com o paciente, somente assim ele poderá colaborar da melhor maneira possível. O conhecimento e a dedicação farão com que o familiar se sinta mais à vontade para tomar decisões e enfrentar as dificuldades, inclusive pessoais.

Transtorno mental “não é coisa de maluco”

Os transtornos mentais devem ser entendidos com a mesma seriedade de qualquer doença física. Se entendemos bem as doenças físicas ou orgânicas e o seu impacto no corpo, por que com doenças mentais haveria de ser diferente? A diferença está apenas no órgão do corpo comprometido.

SAÚDE MENTAL

 

 

Rodrigo Rizek Schultz é coordenador do Ambulatório de Demência Grave do Setor de Neurologia da UNIFESP e neurologista do Instituto da Memória e Diretor Científico da ABRAz (Associação Brasileira de Alzheimer). CRM-SP 80.201

 

Mantenho a minha cabeça ocupada e faço o que me dá prazer.

Ilza Nogueira

Matérias

Como os familiares devem lidar com um parente com mal de Alzheimer?

Mal de Alzheimer: Quais são os primeiros sintomas da doença?

O Mal de Alzheimer é uma doença que não tem cura caracterizada nos primeiros estágios pela perda progressiva da memória recente. “Muitas vezes, isso passa despercebido pelos familiares que, muitas vezes, acreditam ser inerente ao processo de envelhecimento”, diz a geriatra Thaísa Segura da Motta Rosa. A médica explica que o paciente pode se tornar … Continuar lendo Mal de Alzheimer: Quais são os primeiros sintomas da doença?

O mal de Alzheimer tem cura? Especialista explica tratamento!

O Mal de Alzheimer, também conhecido como Doença de Alzheimer, é uma das formas mais conhecidas de demência. A ciência ainda não chegou a uma conclusão sobre as causas desse problema, mas acredita-se que o depósito de proteínas beta-amiloide entre os neurônios e a formação de emaranhados neurofibrilares resultam na perda de neurônios e na … Continuar lendo O mal de Alzheimer tem cura? Especialista explica tratamento!

Como os familiares devem lidar com um parente com mal de Alzheimer?

Para garantir a maior qualidade de vida possível ao paciente com Mal de Alzheimer, toda sua família deve se preparar para o tratamento e para as mudanças trazidas pela doença. Todos devem estar envolvidos, compreendendo o problema com clareza. “É importante que o médico responsável pelo paciente explique os estágios da Demência de Alzheimer, para que assim fique mais fácil compreender sua evolução. Uma família bem orientada tende a atravessar essa fase com mais serenidade”, afirma o geriatra Danilo Yábar.

Parentes devem se envolver e incentivar o tratamento do Mal de Alzheimer


Os familiares devem conhecer os sintomas e incentivar o tratamento. “Nos pacientes com diagnóstico de Doença de Alzheimer em estágio inicial e moderado, os principais sintomas se baseiam em perda de memória, atenção, concentração, orientação do tempo e do espaço, depressão e agitação“, diz o especialista.

De acordo com o médico, esses pacientes se beneficiam muito da terapia ocupacional, uma atividade que utiliza de tecnologias e atividades diversas para promover a autonomia em que tem dificuldade de manter uma vida social. Música, pintura, jogos, videogame, terapias com animais e até utilizar a internet podem auxiliar a reduzir a necessidade de uso de medicamentos e levar mais qualidade de vida.

Síndrome do Cuidador é comum em famílias com paciente com Mal de Alzheimer


Apesar de ser necessário estar sempre atento ao paciente com Alzheimer, cada membro da família também deve manter sua saúde como prioridade. “É muito comum familiares que ainda são responsáveis pelo cuidado direto com o paciente desenvolverem a chamada Síndrome do Cuidador, que se caracteriza por esgotamento mental, emocional e físico”, alerta o médico.

A família sofre muito com a evolução do quadro demencial, mas sem cuidar da própria saúde de maneira preventiva, não será possível cuidar do paciente com Mal de Alzheimer. Nestas situações, Dr. Yábar explica que os riscos dos cuidadores desenvolverem outras doenças aumentam consideravelmente. Entre elas estão depressão, hipertensão arterial, acidente vascular encefálico e até mesmo a morte prematura é possível.

Dr. Danilo Yábar Bambarén é geriatra pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, coordenador do Serviço de Cuidados Paliativos do Hospital de Câncer de Mato Grosso e atende em Cuiabá (MT). CRM-MT: 5993

Foto: Shutterstock

Mal de Alzheimer: Quais são os primeiros sintomas da doença?

O Mal de Alzheimer é uma doença que não tem cura caracterizada nos primeiros estágios pela perda progressiva da memória recente. “Muitas vezes, isso passa despercebido pelos familiares que, muitas vezes, acreditam ser inerente ao processo de envelhecimento”, diz a geriatra Thaísa Segura da Motta Rosa. A médica explica que o paciente pode se tornar mais repetitivo, esquecer onde guardou objetos e não se lembrar depois.

Perda da memória é o principal sintoma no início do Mal de Alzheimer


Também nas fases iniciais podem ser notados problemas relacionados à deficiência de linguagem, como um vocabulário mais empobrecido, dificuldade para nomear objetos, para ler e interpretar textos. O paciente também pode ficar perdido em relação ao espaço e ao tempo, ter mais dificuldade para tomar decisões e apresentar perda de motivação e de iniciativa.

Os sintomas avançam com a evolução da doença. “Já na fase moderada, costumam ocorrer as alterações comportamentais, incluindo agressividade, agitação, depressão e alucinações, além de dificuldades mais importantes nas tarefas do dia a dia”, explica Thaísa. Fazer compras, controlar as finanças e até mesmo cozinhar e cuidar da casa se tornam tarefas impossíveis de realizar.

Paciente com Alzheimer se torna dependente da família


A piora do quadro do Mal de Alzheimer resulta na perda da independência e da autonomia do paciente. Como consequência, toda a dinâmica familiar é alterada para cuidar do idoso, que não pode mais sair na rua sozinho e se torna incapaz de administrar os próprios medicamentos.

Algumas medidas ajudam a retardar a evolução da doença. “É necessária a prática regular de exercícios físicos, ter uma alimentação saudável e balanceada, evitar tabagismo e alcoolismo, se manter mentalmente e socialmente ativo, além do constante contato com novos aprendizados”, afirma a especialista. O controle adequado de comorbidades, como hipertensão arterial e diabetes também é importante.

Dra. Thaísa Segura da Motta Rosa é formada pela Universidade Federal de São Paulo e membro da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. CRM-SP: 133363 – www.drathaisa.com.br

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O mal de Alzheimer tem cura? Especialista explica tratamento!

O Mal de Alzheimer, também conhecido como Doença de Alzheimer, é uma das formas mais conhecidas de demência. A ciência ainda não chegou a uma conclusão sobre as causas desse problema, mas acredita-se que o depósito de proteínas beta-amiloide entre os neurônios e a formação de emaranhados neurofibrilares resultam na perda de neurônios e na diminuição da produção do neurotransmissor acetilcolina, importante para o aprendizado e para a memória.

Tratamento visa retardar a evolução do Alzheimer


De acordo com a geriatra Thaísa Segura da Motta Rosa, a doença ainda não tem cura, mas há opções de tratamento que buscam evitar uma piora do quadro: “Existem medicamentos que têm a finalidade de retardar ou estabilizar a evolução da doença e também de atenuar as alterações de comportamento que o paciente possa vir a apresentar”. Ela ressalta que, quanto antes iniciar o tratamento, melhores serão os resultados.

O tratamento para o Mal de Alzheimer consiste em abordagens diferentes e incluem medidas não farmacológicas. Estímulos cognitivos, terapia ocupacional, fisioterapia e fonoterapia são algumas delas. Segundo a especialista, praticar atividades físicas e manter uma alimentação balanceada também são medidas que devem ser contempladas.

Antidepressivos podem ser utilizados no tratamento do mal de Alzheimer


O tratamento medicamentoso nas fases iniciais da doença é feito com os inibidores da acetilcolinesterase, que inibem as enzimas que degradam a acetilcolina. No entanto, o paciente pode apresentar efeitos colaterais gastrointestinais e circulatórios. “Outra opção terapêutica, nas fases moderada e grave, é o antagonista memantina, que atua reduzindo um mecanismo específico de toxicidade das células cerebrais”, afirma Thaísa.

Há ainda opções de medicamentos que não interferem na evolução da doença, mas que podem levar mais conforto e qualidade de vida ao idoso e a sua família. São as medicações que controlam alterações de comportamento e que atuam nos sintomas, como antidepressivos, antipsicóticos e estabilizadores de humor.

Dra. Thaísa Segura da Motta Rosa é médica geriatra, formada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e membro da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG). CRM-SP: 133363 – www.drathaisa.com.br

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Paciente consegue controlar sintomas e estabilizar o avanço do mal de Alzheimer

Delírios e alucinações não são sintomas presentes apenas em pacientes com esquizofrenia. Quem sofre com mal de Alzheimer também pode ter uma visão bastante distorcida da realidade. Pessoas com a doença podem acreditar que estão sendo perseguidas e enganadas, além de ver e ouvir pessoas e animais que não passam de ilusões mentais.  Ansiedade e … Continuar lendo Paciente consegue controlar sintomas e estabilizar o avanço do mal de Alzheimer

Saúde mental: entenda como é o processo de tratamento de um paciente com esquizofrenia catatônica

Indiferença, alucinações, fala e pensamento desorganizados e comportamento motor incomum são alguns dos sintomas da esquizofrenia. O transtorno psiquiátrico é grave e causa prejuízos à saúde de um indivíduo, desconectando-o da realidade em que vive. Estima-se que 1% da população mundial sofra com o problema. O que é a esquizofrenia catatônica Um dos tipos do … Continuar lendo Saúde mental: entenda como é o processo de tratamento de um paciente com esquizofrenia catatônica

Como fazer da terceira idade a melhor idade

Paciente consegue controlar sintomas e estabilizar o avanço do mal de Alzheimer

Delírios e alucinações não são sintomas presentes apenas em pacientes com esquizofrenia. Quem sofre com mal de Alzheimer também pode ter uma visão bastante distorcida da realidade. Pessoas com a doença podem acreditar que estão sendo perseguidas e enganadas, além de ver e ouvir pessoas e animais que não passam de ilusões mentais. 

Ansiedade e depressão também são causados pelo mal de Alzheimer

Esses sintomas faziam parte do dia a dia da Maria Perpétua R. Stanziola, junto ao estresse constante. Ela tem 83 anos e mora em Ubá, em Minas Gerais. Foi diagnosticada com mal de Alzheimer, mas a doença se agravou depois que perdeu o marido e passou de uma vida fisicamente ativa para um cotidiano bastante sedentário.

Para tratar delírios e alucinações, medicamentos antipsicóticos podem ser utilizados. “A medicação é essencial para o tratamento. Sem ela, o paciente não se estabilizará e manterá os sintomas e a progressão da doença mental”, afirma o psiquiatra Miguel Angelo Boarati. Mas esses não são os únicos sintomas da doença. Os pacientes também podem apresentar insônia, agressividade, depressão e ansiedade. Iniciar o tratamento é fundamental para controlá-los.

Como Perpétua retomou o controle de sua rotina

Para controlar os sintomas e recuperar a qualidade de vida, Perpétua iniciou um novo tratamento contra o mal de Alzheimer, recomendado pelo seu psiquiatra. Há cerca de seis meses, a mineira voltou a viver bem. “O médico comentou que o tratamento não traria a cura do Alzheimer, mas iria estabilizar o avanço da doença e melhorar os sintomas”, explicou a mineira.

Os benefícios não chegaram apenas à paciente, mas a toda sua família. Eles puderam retomar a rotina e levar a vida com mais tranquilidade. Assim como Perpétua, milhares de pessoas também podem melhorar de vida procurando auxílio médico e seguindo as indicações.

Dr. Miguel Angelo Boarati é psiquiatra formado pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP e atende em São Paulo. CRM-SP: 85105

 Foto: Shutterstock

 

 

Saúde mental: entenda como é o processo de tratamento de um paciente com esquizofrenia catatônica

Indiferença, alucinações, fala e pensamento desorganizados e comportamento motor incomum são alguns dos sintomas da esquizofrenia. O transtorno psiquiátrico é grave e causa prejuízos à saúde de um indivíduo, desconectando-o da realidade em que vive. Estima-se que 1% da população mundial sofra com o problema.

O que é a esquizofrenia catatônica

Um dos tipos do distúrbio é conhecido como esquizofrenia catatônica. É um dos menos comuns e se caracteriza pela pouca fala, falta de interação com as pessoas ao redor, recusa em se alimentar, movimentos corporais estranhos ou até redução da atividade motora. O paciente pode permanecer imóvel, quieto e com expressão facial de indiferença durante horas.

“Ela é diferente das demais formas porque apresenta poucos sintomas psicóticos, característicos da esquizofrenia paranoide, e não é centrada na desorganização do pensamento, como a esquizofrenia hebefrênica”, afirma o psiquiatra Eduardo de Castro Humes.

O tratamento para o distúrbio

A catatonia pode ser causada por diversas doenças, incluindo algumas associadas ao risco de morte. Para Humes, parte fundamental do tratamento é a investigação dessas causas clínicas. A esquizofrenia catatônica pode dificultar o dia a dia do indivíduo, como explica o psiquiatra: “A imobilidade dos pacientes envolve riscos, como o surgimento de escaras e tromboses. Assim, o paciente deve se movimentar rotineiramente.”

A base do tratamento para esse tipo de esquizofrenia é o mesmo dos outros. São utilizados medicamentos antipsicóticos para tentar impedir o retorno dos sintomas. No início, entretanto, a eletroconvulsoterapia (ECT) também pode ser utilizada, com o objetivo de acelerar a resposta ao tratamento. O método é seguro, eficaz e provoca uma pequena convulsão por meio de estímulos elétricos na cabeça.

 

Dr. Eduardo de Castro Humes é psiquiatra e psicoterapeuta formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). CRM-SP: 108239

Como fazer da terceira idade a melhor idade

Malhar, fazer faculdade, sair com os amigos, tudo isso deixou de fazer parte apenas da vida dos mais jovens! Foi-se o tempo em que a figura dos avós estava ligada ao sedentarismo, a assistir novelas ou dormir cedo. A terceira idade evoluiu e está determinada a cuidar da saúde. Segundo o IBGE, a expectativa de vida dos brasileiros subiu para 75 anos, e isso se deve a uma alimentação mais equilibrada e prática de esportes, entre outras coisas.

Para Eduardo Schlithler Bonini, fisioterapeuta especialista em gerontologia (área da medicina que estuda o processo de envelhecimento), duas práticas são importantes para o desenvolvimento pessoal e devem ser relevantes para os vovôs e vovós: as ABVDs (atividades básicas da vida diária), como tomar banho ou ir ao banheiro sozinho, e as AIVDs (atividades instrumentais da vida diária), mais ligadas às possibilidades de realizações de tarefas complexas ou profissionais.

No entanto, o cuidado com a mente e o corpo humano vai muito além dessas duas classificações. Em entrevista para o Especial Avós, Bonini respondeu sobre saúde, prevenção de doenças, bem-estar e deu 6 dicas especiais para manter o cérebro jovem. Acompanhe!

O que uma pessoa de meia idade deve fazer para se tornar um idoso saudável?

Vamos considerar que chegamos no auge da nossa curva de envelhecimento próximo aos 30 anos. A partir daí, temos uma queda constante desta curva (aproximadamente 1% de perda funcional ao ano), dependendo do caso. Fazer exercícios de forma orientada (com um profissional pós-graduado em gerontologia) auxilia nesta perda funcional e até gerar reservas para o futuro.

Como prevenir doenças na terceira idade?

Não só para a prevenção de doenças, mas também para garantir a saúde, precisamos prestar atenção aos sinais do nosso corpo. Lembrando que o idoso pode ter redução da sede, confusão mental e não apresentar febre “de cara” em inícios de doenças. Particularmente, acredito que a interação e o convívio frequente do fisioterapeuta com o idoso e cuidadores ajuda muito na identificação de alguma alteração no organismo. E podemos, desta forma, orientar a família a procurar o profissional mais adequado para tratamento.

A que sinais devemos estar atentos?

Alterações de comportamento, confusão mental aguda e hipo ou hiperatividade podem sugerir o início de alguma doença. Estes são apenas exemplos. Um fisioterapeuta pode fazer o diagnóstico funcional do paciente, relacionado às alterações do que o idoso consegue ou não fazer.

Como manter a disposição e bem-estar após os 60 anos?

A disposição está muito relacionada ao comportamento diário do idoso. Cada um gosta de um tipo de atividade diferente, tem um convívio familiar particular ou mesmo uma renda mensal maior ou menor. Não importa, o foco deve estar na motivação gerada para continuar saudável e vivendo bem.

Quais atividades físicas são indicadas para manter-se ativo na terceira idade?

A atividade deve ser selecionada a partir da reserva funcional da pessoa e de sua vontade de praticá-la. Fala-se muito sobre atividades de baixo impacto para controle da osteoporose ou mesmo atividade física “com pesos” para combater a sarcopenia (perda de força muscular). Não importa o tipo de atividade, deve estar muito bem orientada para cada processo de envelhecimento.

Como as ABVDs e AIVDs auxiliam na independência dos idosos?

As ABVDs e AIVDs (Atividades Básicas da Vida Diária e Atividades Instrumentais da Vida Diária) são indicadores da “qualidade de vida” do idoso. Os testes com elas servem principalmente para ajudar no diagnóstico das atividades funcionais do idoso. E também como parâmetros para acompanhamento terapêutico a evolução do paciente.

É verdade que são os neurônios que mantêm o cérebro jovem e ativo?

Essa pergunta é bem interessante e sua resposta é extremamente complexa. Podemos dizer que manter o cérebro treinado aumenta as chances de ter um envelhecimento mais saudável em todos os sentidos. Com a “plasticidade cerebral”, é possível criar novos caminhos em nosso cérebro.

Existe um caminho certo para a fonte da juventude?

Não sei responder a essa pergunta. Acredito que a juventude faz parte da vida, como o envelhecimento. Tenho pacientes muito satisfeitos da forma como envelheceram. É importante entender que seus hábitos, hoje, influenciarão sua saúde no futuro, e fazer boas escolhas todos os dias.

6 DICAS PARA MANTER O CÉREBRO JOVEM

1. Quem dança seus males espanta

Dançar estimula as áreas do cérebro ligadas à motricidade e libera endorfinas que dão as sensações de satisfação e prazer. Praticar a atividade de 3 a 4 vezes por semana ajuda a diminuir as chances de degeneração do cérebro em 75%! Então já sabe, né? Se jogue na pista!

2. Coloque a cabeça para trabalhar

Sabemos que a condição vascular ideal é extremamente importante para levar nutrientes ao cérebro, e uma falha vascular pode levar a consequências graves. Por isso não deixe seu cérebro parado. Por sua condição de gerar “novos caminhos”, ele pode ser aprimorado sempre!

3. Usar papel e caneta não é coisa do passado

A escrita está diretamente ligada à longevidade mental! Não apenas no computador, como acontece muito hoje. Escreva cartas para quem você ama, mantenha um diário, faça resumos dos livros que leu, enfim, não perca a prática de escrever à mão. Exercitar a caligrafia ajuda na manutenção da motricidade e estimula a memória!

4. Exercite o cérebro brincando

Vale quebra-cabeça, jogo da memória, cruzadinhas, bingo, jogos de tabuleiro… O que não faltam são opções para exercitar o cérebro! E isso é comprovado: jogos mentais ajudam a manter a atividade cerebral e beneficiam a geração de reserva cognitiva.

5. Cuide da casa e do cérebro ao mesmo tempo

Realizar tarefas caseiras mantém a higiene do ambiente, mas, muito mais do que isso, a prática realmente ajuda o cérebro a manter-se ativo! Esta rotina é altamente indicada para pessoas que podem vir a ter demências como a de Alzheimer. Fique atento: segundo estudos, o Mal de Alzheimer é duas vezes mais recorrente em pessoas que não fazem as tarefas de casa.

6. Interação é uma das chaves

Grupos de discussão, clubes do livro ou até mesmo reuniões e festas de família estimulam o convívio social e ajudam a manter o cérebro em forma!

 

Eduardo Schlithler Bonini é fisioterapeuta pós-graduado em geriatria e gerontologia pelo HC-FMUSP. CREFITO 3/104020-F

A tosse seca se origina por diferentes causas e a alergia é uma delas. Como o quarto é um ambiente em que habitam diversos alérgenos e muitas vezes está fechado, a hora de dormir acaba sendo um período de contato com esses agentes. Portanto, quem tem alergia à poeira ou animais domésticos, rinite etc, está sujeito a tossir mais na hora de dormir.

Causas da tosse seca


Essa é uma das explicações, mas assim como a tosse em geral, a tosse seca possui diversas causas, então para definir precisamente o motivo que a faz ser mais presente à noite, é importante saber exatamente o que pode estar estimulando-a. “Tudo depende da causa da tosse. Nem todas as vezes há piora noturna”, destaca o pneumologista Mauro Gomes.

Além das alergias respiratórias, a tosse seca persistente pode ser causada, por exemplo, pelo refluxo gastroesofágico e por problemas cardíacos. Infecção viral recente das vias respiratórias (gripe, resfriado, pneumonia) e tensão emocional também podem causar o incômodo noturno, especialmente em crianças.

Tratamento e práticas para evitar a tosse seca


Naturalmente, o tratamento da tosse seca também vai depender da sua causa. Apenas usar antitussígenos (xaropes e afins) não é uma boa opção, pois com isso é possível que se esteja atrasando o diagnóstico de alguma doença mais séria. “O tratamento ideal é aquele que trata a causa da tosse, e não apenas o sintoma”.

A tosse seca também pode ser evitada com a adoção de algumas práticas. Hidratar a garganta, manter as vias aéreas limpas, evitar o ar seco dentro de casa e manter o ambiente sempre higienizado são bons exemplos. Este último caso, em particular, se relaciona com as alergias respiratórias, já apontadas como uma das causas da tosse seca e de sua intensificação durante a noite.  

Dr. Mauro Gomes é especialista em Pneumologia pela Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia e chefe da equipe de Pneumologia do Hospital Samaritano de São Paulo. CRM-SP: 59917 – www.drmaurogomes.com.br

Foto: Shutterstock

A tosse seca se origina por diferentes causas e a alergia é uma delas. Como o quarto é um ambiente em que habitam diversos alérgenos e muitas vezes está fechado, a hora de dormir acaba sendo um período de contato com esses agentes. Portanto, quem tem alergia à poeira ou animais domésticos, rinite etc, está sujeito a tossir mais na hora de dormir.

Causas da tosse seca


Essa é uma das explicações, mas assim como a tosse em geral, a tosse seca possui diversas causas, então para definir precisamente o motivo que a faz ser mais presente à noite, é importante saber exatamente o que pode estar estimulando-a. “Tudo depende da causa da tosse. Nem todas as vezes há piora noturna”, destaca o pneumologista Mauro Gomes.

Além das alergias respiratórias, a tosse seca persistente pode ser causada, por exemplo, pelo refluxo gastroesofágico e por problemas cardíacos. Infecção viral recente das vias respiratórias (gripe, resfriado, pneumonia) e tensão emocional também podem causar o incômodo noturno, especialmente em crianças.

Tratamento e práticas para evitar a tosse seca


Naturalmente, o tratamento da tosse seca também vai depender da sua causa. Apenas usar antitussígenos (xaropes e afins) não é uma boa opção, pois com isso é possível que se esteja atrasando o diagnóstico de alguma doença mais séria. “O tratamento ideal é aquele que trata a causa da tosse, e não apenas o sintoma”.

A tosse seca também pode ser evitada com a adoção de algumas práticas. Hidratar a garganta, manter as vias aéreas limpas, evitar o ar seco dentro de casa e manter o ambiente sempre higienizado são bons exemplos. Este último caso, em particular, se relaciona com as alergias respiratórias, já apontadas como uma das causas da tosse seca e de sua intensificação durante a noite.  

Dr. Mauro Gomes é especialista em Pneumologia pela Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia e chefe da equipe de Pneumologia do Hospital Samaritano de São Paulo. CRM-SP: 59917 – www.drmaurogomes.com.br

Foto: Shutterstock

A tosse seca se origina por diferentes causas e a alergia é uma delas. Como o quarto é um ambiente em que habitam diversos alérgenos e muitas vezes está fechado, a hora de dormir acaba sendo um período de contato com esses agentes. Portanto, quem tem alergia à poeira ou animais domésticos, rinite etc, está sujeito a tossir mais na hora de dormir.

Causas da tosse seca


Essa é uma das explicações, mas assim como a tosse em geral, a tosse seca possui diversas causas, então para definir precisamente o motivo que a faz ser mais presente à noite, é importante saber exatamente o que pode estar estimulando-a. “Tudo depende da causa da tosse. Nem todas as vezes há piora noturna”, destaca o pneumologista Mauro Gomes.

Além das alergias respiratórias, a tosse seca persistente pode ser causada, por exemplo, pelo refluxo gastroesofágico e por problemas cardíacos. Infecção viral recente das vias respiratórias (gripe, resfriado, pneumonia) e tensão emocional também podem causar o incômodo noturno, especialmente em crianças.

Tratamento e práticas para evitar a tosse seca


Naturalmente, o tratamento da tosse seca também vai depender da sua causa. Apenas usar antitussígenos (xaropes e afins) não é uma boa opção, pois com isso é possível que se esteja atrasando o diagnóstico de alguma doença mais séria. “O tratamento ideal é aquele que trata a causa da tosse, e não apenas o sintoma”.

A tosse seca também pode ser evitada com a adoção de algumas práticas. Hidratar a garganta, manter as vias aéreas limpas, evitar o ar seco dentro de casa e manter o ambiente sempre higienizado são bons exemplos. Este último caso, em particular, se relaciona com as alergias respiratórias, já apontadas como uma das causas da tosse seca e de sua intensificação durante a noite.  

Dr. Mauro Gomes é especialista em Pneumologia pela Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia e chefe da equipe de Pneumologia do Hospital Samaritano de São Paulo. CRM-SP: 59917 – www.drmaurogomes.com.br

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Revista Cuidados Pela Vida