Riscos da automedicação: conheça a importância do uso racional de remédios


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É comum abrir o armário da cozinha e se deparar com dezenas de remédios para tratar uma infinidade de problemas de saúde. Muitas pessoas consideram normal ter uma dor de cabeça e tomar um medicamento sem prescrição médica. O que muitos desconhecem são os reais perigos que a automedicação representa.

Por mais que tomar um remédio sem consultar um profissional possa servir como alívio rápido a um problema de saúde, isso pode trazer consequências graves para o organismo, como alerta o pneumologista Ciro Kirchenchtejn: “Em geral, um atendente de farmácia ou sua vizinha não terão a competência para realizar um diagnóstico adequado e poderão acabar fazendo recomendações que possam até aliviar os sintomas, mas o mais perigoso é mascarar um doença que pode continuar progredindo, sem os cuidados necessários. Se o diagnóstico for errado, provavelmente o remédio será ineficaz ou prejudicial.”

O efeito oposto

O uso incorreto de um medicamento pode ter o efeito contrário do esperado. Em vez de acabar com uma doença, pode fazer com que ela se desenvolva. No caso de antibióticos, o perigo é ainda maior: se utilizados indevidamente, eles podem aumentar a resistência de agentes invasores ao medicamento e atrapalhar tratamentos no futuro.  

Os sintomas são os sinais manifestados pelo corpo para indicar a presença de um problema, que algumas vezes pode se tratar de uma doença grave. Atacá-los sem uma investigação pode mascarar as causas e esconder um sério problema de saúde. “É muito prático que tenhamos medicamentos disponíveis para sintomas, como febre e dor. Mas devemos investigar a causa destes sintomas, principalmente quando são muito intensos ou duradouros, e não nos acomodarmos a consumir medicamentos sem consultar um médico”, afirma Dr. Kirchenchtejn.

Combinação inadequada

O uso de remédios sem prescrição pode atrapalhar ainda o tratamento de outra doença, anulando ou potencializando a atuação de outro medicamento. Em alguns casos, é possível gerar uma intoxicação, com consequências graves, especialmente para crianças. O pneumologista alerta que “sempre há uma forma adequada para ingerir e um tempo de ação, que implica em quantas vezes por dia se deve tomar uma medicação. Se tomarmos em dose inferior, em geral, será ineficaz, e se tomarmos em excesso, poderá ser tóxico”.

Dr. Ciro Kirchenchtejn é pneumologista formado pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e atua em São Paulo. CRM-SP 50579

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