Repelentes para mosquitos: Você sabia que não são todos iguais?


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Para diminuir a presença e a picada de mosquitos, uma das principais recomendações feitas pelas autoridades de saúde é eliminar locais com água parada, principalmente no verão. Mas, para proteção pessoal, os médicos estimulam seus pacientes a utilizar repelentes, substâncias capazes de afastar os mosquitos por períodos que vão de cinco a 13 horas. Essa variação é causada pelas diferenças encontradas entre os tipos de repelentes à venda.

 

Repelentes feitos com Icaridina podem durar até 13 horas

 


“No Brasil, existem três substâncias usadas como repelente: Icaridina, DEET e IR3535. A Icaridina é a mais potente no mercado e a mais recomendada hoje”, diz a infectologista Marina Malacarne. Essa substância é um ativo derivado da pimenta e pode ser utilizada com segurança em gestantes e bebês a partir dos seis meses, oferecendo proteção contra
picadas de mosquitos por até 13 horas, o que varia de acordo com o suor, banhos e uso de roupas.

Segundo a profissional, os repelentes com DEET na fórmula duram apenas quatro horas na pele: “Isso dificulta o uso, pois ele deverá ser reaplicado várias vezes ao dia”. A médica alerta ainda para a suspeita de que essa substância não é tão eficiente em repelir o mosquito da dengue, o Aedes aegypti, que poderia se tornar imune ao princípio ativo.

 

Repelentes não devem ser usados em bebês com menos de seis meses

 


De acordo com o infectologista e especialista em Medicina Tropical Cassius Clay, estudos feitos em mulheres durante o terceiro trimestre de gestação indicaram que o uso do DEET é seguro. No entanto, o médico faz algumas ressalvas: “Produtos à base de DEET não devem ser usados em crianças menores de 2 anos. Em crianças entre 2 e 12 anos, a concentração deve ser no máximo 10% e a aplicação deve se restringir a três vezes por dia”.

Já o IR3535 é indicado para bebês acima de seis meses, segundo Marina, que lembra que todos os repelentes são contraindicados abaixo dos seis meses de vida. O ideal, para a especialista, é restringir os passeios com o bebê, usar mosquiteiros e sempre se informar sobre a faixa etária recomendada para o uso do repelente e se o produto comprado é aprovado pela ANVISA.

 

Dra. Marina da Rós Malacarne é infectologista, com residência médica no Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo e atende em Colatina (ES). CRM-ES: 10546

 

Dr. Cassius Clay Scofoni Faleiros de Azevedo é infectologista, com residência médica em Medicina Tropical e pós-graduado em Vigilância Sanitária e Gestão em Saúde Pública. CRM-MT: 6140

 

Foto: Pexels

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