Entenda o papel do médico para tratar cada paciente de forma personalizada


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Não há nada melhor que sair de uma consulta médica sentindo-se confiante. O atendimento faz toda a diferença na auto-estima do paciente e, consequentemente, no sucesso do tratamento. Por isso, é preciso tratar cada pessoa de forma personalizada, respeitando as necessidades, perfil e estilo de vida. “Saber quem é a pessoa que carrega aquelas queixas e como ela irá lidar com a dificuldade que a doença lhe impõe”, aponta a cardiologista Dra. Louise Henriques Antunes.

A primeira consulta é muito importante

 

A primeira consulta é importantíssima, já que é ali que o médico pode conhecer, de fato, seu paciente. No atendimento personalizado, o médico foca, antes da doença, no paciente. Assim, ele investiga até mesmo suas características mais peculiares, como a dinâmica domiciliar, que refletem na eficácia do tratamento. “É perceber a facilidade de entendimento do contexto atual da doença, as queixas que mais incomodam e se existe algum sintoma principal que está incapacitando ou diminuindo a qualidade de vida do paciente”, explica a médica.

Os benefícios do atendimento personalizado

 

Para Luíza, a importância em personalizar um atendimento está exatamente no resultado final . A partir do momento que o médico conhece individualmente o seu paciente, ele sabe qual tipo de tratamento cada um terá condições de se adequar. “Com um tratamento individualizado, o paciente terá maior aderência ao uso das medicações, às mudanças de estilo de vida e suportará com maior facilidade essa fase”.

Ao facilitar esse processo, o médico permite que o paciente siga esse caminho com mais conforto. Louise reforça, no entanto, que essa personalização tem seus limites. “Em certas doenças, por mais que o tratamento não se adeque ao perfil do paciente, não podemos, como médicos, mudar o protocolo de tratamento . Temos sempre que pesar o risco-benefício das decisões, pela própria segurança da pessoa”.

Exames e medicações

 

Alguns exames são imprescindíveis para determinação, rastreio e prognóstico de certas doenças, portanto não é possível “personalizar” cada paciente . Outros exames eletivos, no entanto, podem se adequar pelo perfil de cada pessoa. “Uma senhora idosa com doença articular e dificuldade de caminhar não será submetida a teste ergométrico para avaliar doença coronariana. Existem diversos exames não invasivos disponíveis atualmente que o médico pode dispor da maneira que julgar mais correta para o caso”, exemplifica .  

Quanto à medicação, a médica afirma que nem todo o remédio serve para todo o tipo de paciente e nem deve servir. “A prescrição é a parte que deveria ser mais personalizada possível. Devemos, sim, conhecer a fundo quem estará tomando os remédios”, diz. A justificativa para isso é que a medicação pode ser a cura, mas a administração incorreta pode trazer outros problemas, algumas vezes piores que a própria queixa do paciente.

“Pacientes com doenças renais, cardíacas e hepáticas, por exemplo, têm uma série de medicações contra-indicadas ou com dose ajustada. Nesse quesito, todos são diferentes e devem ter um cuidado maior. A nossa preocupação é para que se adequem bem às dosagens e que a medicação não traga efeitos colaterais indesejáveis”, finaliza.

Dra. Louise Henriques Antunes é médica especialista em cardiologia pelo Instituto Nacional de Cardiologia. CRM – 835480

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