Febre Mayaro: transmitida pelo Aedes aegypti, doença pode virar uma epidemia?


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Se já não bastasse a dengue, zika e a chikungunya, mais um verão se aproxima e com ele uma nova preocupação surge para os brasileiros: a Febre do Mayaro. O que precisamos saber sobre esta doença? Ela pode se espalhar pelo país e virar um problema sério para a nossa saúde? Sim, pouco conhecida, a enfermidade preocupa a comunidade médica e está em vias de virar uma possível epidemia.

Apesar de ser considerada uma novidade no nosso dia a dia, o vírus Mayaro é antigo no continente: sua primeira identificação foi na década de 1950 próximo à região Amazônica. Só que pesquisadores americanos se depararam, nas últimas semanas, com um menino de oito anos do Haiti, na América Central, que estava com forte febre e sentindo dores abdominais, e concluíram que o vírus poderia estar se dispersando.

Ainda segundo estudos realizados recentemente, acredita-se que a doença, antes propagada apenas por mosquitos silvestres, agora estaria sendo transmitida por mosquitos comuns, como os da famosa espécie Aedes aegypti, que se adapta facilmente às zonas urbanas, ou seja, às grandes cidades. Sua reprodução, como já conhecemos, pode ser realizada em pequenas quantidades de água limpa e parada.

Sintomas, cuidados e casos da Febre do Mayaro no Brasil

 

Os sintomas da Febre do Mayaro são muito parecidos com os da dengue e da chikungunya, por exemplo. Febres, manchas vermelhas e erupções pelo corpo, dores de cabeça e nas articulações são alguns deles, porém no caso do Mayaro, as dores nas articulações, além de serem mais incômodas, podem ter maior duração. Apenas um exame de laboratório poderá apontar um diagnóstico com precisão e tirar qualquer dúvida ou suspeita.

Segundo informações do Datasus, o departamento de informática do Sistema Único de Saúde (SUS), Goiás já catalogou 66 casos até fevereiro de 2016 e é um dos estados com mais ocorrências da doença no Brasil, que ainda não registrou episódios próximos às grandes capitais.

A prevenção contra o vírus é a mesma que já conhecemos para dengue, zika e chikungunya: não deixar água parada para a proliferação do Aedes aegypti e proteger-se, principalmente em áreas silvestres e rurais, com telas em janelas, mosquiteiros e repelentes indicados pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

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