Como o consumo de álcool durante a gestação afeta o bebê?


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Especialistas em todo o mundo alertam para os riscos que o consumo exagerado de álcool pode gerar. Entre eles está uma maior dificuldade para controlar doenças crônicas, como hipertensão e diabetes. Nas mulheres grávidas, o consumo põe ainda a saúde do bebê em perigo, o que levou a Organização Mundial da Saúde a recomendar que as gestantes não bebam álcool.

 

Álcool pode causar má formação do rosto do bebê

 


Depois de ingerido, o álcool chega rapidamente à corrente sanguínea e, consequentemente, à placenta e ao bebê. “O consumo diário e frequente de álcool pode trazer consequências neurológicas graves, além de má-formação craniofacial e da síndrome alcoólica fetal”, alerta o ginecologista e obstetra Edilson Ogeda.

As mudanças no rosto do bebê foram detectadas também por um estudo feito no Instituto Murdoch Children, na Austrália. Já a síndrome alcóolica fetal resulta no baixo crescimento do bebê, tanto no útero quanto depois do nascimento, e é responsável pelo mau funcionamento do sistema nervoso central, prejudicando a coordenação motora, e órgãos, como rins e coração, além de provocar distúrbios comportamentais e convulsões.

 

Não há quantidade segura de álcool para gestantes

 


Dito isso, você pode até estar se perguntando se pequenas quantidades de álcool em algumas ocasiões especiais durante a gravidez podem fazer mal. Ogeda acredita que é melhor não arriscar. “A ciência não conseguiu estabelecer uma dose segura de álcool para a grávida. Portanto, aconselha-se à mulher não beber durante toda a gestação”, afirma o médico. Aqui no Brasil, o Ministério da Saúde também tem posição contrária ao consumo de álcool em qualquer quantidade durante a gravidez.

Um estudo feito pela Universidade de Leeds, na Inglaterra, e publicado em 2014, descobriu que mulheres que bebem álcool no primeiro trimestre da gestação têm maiores chances de ter parto prematuro e bebês com tamanho menor que o esperado. A análise foi feita com mais de 1200 mulheres e os pesquisadores perceberam que o risco, que era de 4,3%, dobrava quando a quantidade de álcool era maior que duas doses por semana.

 

Dr. Edilson Ogeda é ginecologista, obstetra e coordenador do Núcleo de Ginecologia, Obstetrícia e Perinatologia do Hospital Samaritano, em São Paulo. CRM-SP: 67091

 

Foto: Shutterstock

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