Dieta low carb: prós, contras e riscos dessa estratégia para emagrecer


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Como sugere o nome em inglês, a dieta low carb se baseia na diminuição do consumo de carboidratos, bem como na ingestão de carboidratos de boa qualidade. Trata-se de um método bem antigo e que hoje em dia ainda é muito utilizado por apresentar resultados expressivos em termos de emagrecimento, sendo constantemente pauta de blogs, sites e grupos de redes sociais.

Para delimitar o quanto de carboidratos e quais serão utilizados, deve-se consultar um nutricionista. Mas, em geral, o percentual do nutriente dentro da alimentação fica entre 40% do total, ou até menos. Em uma dieta convencional, o número varia entre 50 e 55%. Se a quantidade fica muito abaixo dos 40%, há riscos de consequências graves para a saúde. Por isso não é recomendado reduzir os carboidratos em excesso.

Porque a dieta low carb ajuda a emagrecer?


Mesmo assim, é justamente a diminuição de carboidratos o diferencial dessa dieta, então quando isso é feito de maneira adequada, os resultados aparecem sem prejudicar a saúde. Além da quantidade, é fundamental que a qualidade dos carboidratos seja boa, ou seja, que eles tenham baixo índice glicêmico. Assim, os carboidratos são absorvidos mais lentamente pelo organismo, o que evita a elevação dos níveis de glicose e a formação de depósitos de gordura.  

“A baixa ingestão de carboidratos estimula menos a insulina, hormônio produzido no pâncreas, que tem como principal função colocar a glicose dentro da célula e estocar em forma de gordura o que sobra. Diminuindo a produção e os picos de insulina com a ingestão de bons e poucos carboidratos, a perda de peso é favorecida”, explica a nutricionista Ana Paula Moura.

Dieta low carbExemplo de uma refeição com poucos carboidratos

 

Benefícios da dieta low carb


Além do emagrecimento, outras vantagens muito importantes da dieta low carb são: melhora do sono e da disposição; combate ao desenvolvimento do câncer, prevenção da diabetes; sensação de saciedade; e troca dos carboidratos, pois o consumo de produtos industrializados dá lugar a alimentos mais naturais.

“A melhor coisa que a LC (low carb) traz para nós é a troca do imenso número de industrializados que consumimos, como biscoitos, massas, pães, farinha refinada, açúcar refinado, por alimentos que nossos avós tinham em suas mesas: aipim com manteiga no café da manhã ou lanche da tarde e almoço ou jantar sempre com legumes e verduras. E tudo com baixíssima quantidade de carboidratos e ainda por cima muita fibra”.

Dieta low carb deve ser sempre acompanhada por nutricionista


Como na dieta low carb ocorre uma transição de hábito alimentar, é vital que ela seja iniciada e acompanhada por um nutricionista. Ter este profissional por perto é bom para prevenir contra possíveis reações ruins. “Uma pessoa acostumada com uma ingestão muito alta de açúcares simples, por exemplo, pode desenvolver sintomas desagradáveis com a LC, como tontura, fadiga, dor de cabeça, palpitação e irritabilidade. Por isso, jamais deve-se iniciar um programa LC por conta própria”.

A dieta low carb não é recomendada para grupos específicos de pessoas, tais como aquelas que sofrem de insuficiência renal, cardíaca, hepática ou diabetes. Atletas e praticantes de atividades físicas também entram nesse grupo. Contudo, com consulta ao nutricionista e realização de avaliações, pode ser que esses indivíduos consigam adotar a LC de forma saudável.

Dra. Ana Paula Moura é nutricionista e fitoterapeuta e atende no Rio de Janeiro. CRN 95100221 – Mais informações: Site oficial / Doctoralia / Facebook

Fotos: Shutterstock

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