Inflamação, dor e febre: por que esses três processos são muitas vezes relacionados?


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Uma inflamação vem geralmente acompanhada de um grupo específico de sintomas, no qual estão incluídos a dor e a febre. “Na resposta inflamatória aguda, podemos encontrar alguns sinais cardinais que a identificam, que são dor, calor, rubor (vermelhidão) e tumor (inchaço)”, explica a infectologista Naihma Salum Fontana.

 

Perigos da febre não aparecer em um quadro de inflamação

 


Segundo a médica, a febre demonstra um processo sistêmico. “Por exemplo, se em uma inflamação de articulação o paciente apresentar febre, isso mostra uma ‘generalização’ de uma infecção local, que pode se tornar uma sepse”, afirma. Ela aponta ainda que dificilmente uma inflamação se apresenta sem, pelo menos, um dos seus sinais cardinais.

Todavia, nos casos dos pacientes imunossuprimidos, recém-nascidos ou idosos a febre pode estar ausente, o que pode causar problemas. “A ausência de febre pode retardar um possível diagnóstico, o que é preocupante. Quando ele é feito em uma fase tardia e, por vezes, já grave do processo inflamatório, as chances de recuperação diminuem bastante”, alerta Naihma.

 

Importância da inflamação e tratamento

 


Diferente do que muitos poderiam pensar, a inflamação é um fenômeno deflagrado pelo próprio corpo, que tem como objetivo convocar os glóbulos brancos do sangue para combater substâncias ou organismos invasores, ou pelo menos percebidos pelo organismo como tal. Apesar dos sintomas desagradáveis, ela é um alerta importante e, no fim das contas, benéfico, que pode ajudar o paciente a conseguir um diagnóstico e um tratamento adequados.

Um quadro de inflamação é tratado por meio de remédios anti-inflamatórios, que ajudam a reduzir o desconforto e os efeitos provocados por esse processo. Portanto, combatem também seus sintomas, ou seja, dor, rubor, calor e tumor local. Nas inflamações mais simples (garganta, dor de ouvido), recomenda-se os anti-inflamatórios não esteróides. Os corticóides são indicados nos casos mais graves.

 

Dra. Naihma Salum Fontana é infectologista formada pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), pós-graduanda pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e atende em Sorocaba (SP). CRM-SP: 139391 – www.dranaihmasalumfontana.com

 

Foto: Shutterstock

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