Quais são as principais causas da síndrome do ombro congelado?


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A capsulite adesiva, também conhecida como síndrome do ombro congelado, se caracteriza como um processo de inflamação crônica e retração da cápsula articular do ombro. O quadro gera dores locais intensas e muita dificuldade em movimentar os braços. As causas da síndrome não são conhecidas com exatidão, mas há fatores de risco para o seu desenvolvimento.

 

Fatores de risco e tipos da síndrome do ombro congelado

 


“Doenças como diabetes e tireoidopatias, além do etilismo, representam fatores de risco para a ocorrência da síndrome do ombro congelado”, afirma o ortopedista Guilherme Falótico. Vale ressaltar ainda que mulheres com mais de 40 anos de idade são as mais afetadas, especialmente as que já tiveram algum trauma na região e que ficaram com o ombro imobilizado por mais de dois meses.

Existem dois tipos de síndrome do ombro congelado, o primário e o secundário. O primário está relacionado com traumas ou pancadas no ombro, com dor de baixa intensidade, enquanto o secundário apresenta uma dor de nível mais elevado. Em ambos os casos, a mobilidade é reduzida gradativamente.  

 

Fases e tratamentos da síndrome do ombro congelado

 


Além dos tipos, a síndrome pode ser dividida em três fases: inflamatória, rigidez e descongelamento. “Na fase inflamatória o principal sintoma é a dor; na fase de rigidez ocorre a redução da amplitude de movimento do ombro, o que melhora na fase de descongelamento. O tempo total de evolução da doença pode chegar a 30 meses”. Contudo, com o tratamento adequado esse tempo pode ficar entre 8 e 12 meses.

Conforme aponta o ortopedista, o tratamento na fase inflamatória se vale de métodos que reduzem a dor, tais como uso de analgésicos e anti-inflamatórios, infiltrações intra articulares no ombro, fisioterapia motora e acupuntura. Já na fase de rigidez, o objetivo é acelerar a recuperação dos movimentos no ombro, sendo a fisioterapia motora o principal tratamento. “Em caso de pouca melhora nos movimentos do ombro entre 3 e 6 meses, pode-se considerar a liberação cirúrgica artroscópica”, conclui Falótico.

 

Dr. Guilherme Falótico é ortopedista, traumatologista e especialista em cirurgia do quadril pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp). CRM-SP: 128925

Foto: Shutterstock

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