Vitamina D: Além da saúde óssea, onde esse nutriente age no organismo?


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A vitamina D é um dos nutrientes mais importantes para o corpo. Junto com o cálcio, essa substância tem ação comprovada na mineralização óssea e na manutenção de todo o esqueleto humano ao longo da vida. Entretanto, sua atuação não termina aí. Segundo a nutróloga Paula White, o nutriente está envolvido na regulação de mais de mil genes no organismo.

Vitamina D ajuda a formar a insulina


Um dos papéis mais importantes da vitamina D consiste em sua participação na contração do miocárdio, o músculo do coração. E é graças ao nutriente que a insulina, hormônio que reduz a taxa de açúcar no sangue, é formada. Sem falar na importância da substância para uma gravidez segura, já que sua falta pode contribuir para abortos espontâneos e pré-eclâmpsia.

A deficiência de vitamina D recebe o nome de hipovitaminose D. Dependendo de sua gravidade e duração, o problema pode provocar atraso do crescimento em crianças, além de irritabilidade, fadigas e dores ósseas. “Estudos epidemiológicos apontam para ações não ósseas da vitamina D, sugerindo que sua deficiência pode se associar a diabetes, asma, dermatite atópica, alergia alimentar, doença inflamatória intestinal, artrite reumatoide, esquizofrenia, depressão e variadas neoplasias”, alerta Paula.

Falta de vitamina D pode causar desde queda de cabelo e raquitismo


Nos casos graves e prolongados, a ausência da vitamina pode causar raquitismo em crianças e osteomalacia em adolescentes e adultos, ambos caracterizados pelo enfraquecimento dos ossos, tornando-os mais suscetíveis a deformidades e fraturas. Queda de cabelo e problemas na cicatrização também podem surgir. Essa grande variedade de problemas reforça a necessidade de garantir que o corpo receba a quantidade necessária de vitamina D.

A principal fonte de vitamina D é a síntese cutânea depois da exposição solar. A dieta contribui com cerca de 10% das necessidades corporais. Os horários mais seguros de exposição solar são antes das 10 horas da manhã e após as 16 horas. Já na alimentação, as principais fontes de vitamina D são salmão, sardinha e atum em conserva, óleo de fígado de bacalhau, gema de ovo e cogumelos.

Dra. Paula White é clínica geral e nutróloga e atua na Clínica Bruno Vargas, em Belo Horizonte (MG). CRM-MG: 49673.

Foto: Shutterstock

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