Vitamina D: especialistas dão dicas para se expor ao sol sem correr o risco de desenvolver câncer de pele


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Pegar um sol não é apenas uma questão de deixar o corpo bronzeado, mas também de cuidar da saúde. É assim que o nosso corpo metaboliza a vitamina D, uma substância fundamental para que o organismo funcione em perfeito equilíbrio. O problema é que, para quem ouve todos os dias que é melhor evitar o sol por causa do câncer de pele, as coisas podem ficar bem confusas. Confira as orientações de uma dermatologista sobre como pegar a quantidade certa de sol sem colocar a pele em risco.

Saiba por que é tão importante manter os índices de vitamina D no corpo

Não tão famosa quanto a sua “antecessora” vitamina C, a tipo D também tem benefícios muito importantes para o corpo. “Entre eles estão o fortalecimento dos dentes, ossos, aumento da imunidade, proteção para o coração, além da prevenção e controle do diabetes”, cita a dermatologista Sara Bragança, mostrando que essa é uma substância poderosa quando se trata de saúde.

Quando existe uma deficiência de vitamina D no organismo, a pessoa pode ter fraqueza muscular, osteoporose, raquitismo, baixa resistência a infecções, cansaço sem causa aparente e até sobrepeso. O caso é ainda mais grave quando o assunto são as grávidas, grupo que precisa se esforçar para manter os índices certos dessa substância no corpo. “A deficiência de vitamina D pode ser uma grande causadora de abortos no primeiro trimestre de gestação. Já no fim da gravidez a deficiência causar problemas como a pré-eclâmpsia”, conta.

Forma mais eficaz de metabolizar a vitamina D é pegando sol diariamente

Todo mundo está acostumado a ouvir que é preciso ingerir comidas saudáveis para adquirir vitaminas, mas com a vitamina D a história é diferente. Ela até pode ser obtida ao comer alimentos como salmão e ovos, mas sempre em quantidades pequenas e insignificantes. É dos raios solares a função de transmitir 90% da vitamina D que um ser humano precisa para o dia.

Dermatologista ensina a melhor forma de pegar sol sem comprometer a saúde da pele

Com os dias corridos e cheios de compromissos, pode ser difícil separar um tempo para tomar sol e é por isso que boa parte da população urbana tem deficiência dessa substância no organismo. Mas para colocar a vitamina D em dia não é preciso perder muito tempo: “de 15 a 20 minutos diários é o bastante”, indica a dermatologista. A forma de pegar esse sol também é importante porque o protetor solar pode cortar uma boa parte ou até toda a ação dos raios na pele.

Isso não quer dizer que todo mundo está liberado para sair por aí sem proteção e, para garantir que os problemas de pele vão ficar bem longe, Sara Bragança aconselha: “Basta apenas uma área exposta ao sol para que haja o estímulo à produção da vitamina D, portanto as outras áreas devem estar devidamente protegidas com protetor solar. Faça um rodízio das áreas expostas para reduzir o risco de câncer de pele”, diz.

Sara Bragança é médica pós-graduada em Dermatologia e especializada em terapia ortomolecular. CRM: 646547

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